sábado, 19 de março de 2022

A mensagem de despertamento

 

A mensagem de despertamento

Izaias Resplandes de Sousa


É importante relembrar as coisas boas que recebemos. Parece que nós somos mais propensos a relembrar as coisas ruins e a esquecer das boas. Às vezes, até lembramos de alguma coisa boa, mas vamos introduzindo tantas alterações nelas, que acabamos por deturpá-las.

O apóstolo Pedro registrou em sua segunda carta, uma interessante instrução. Assim diz ele:

Amados, esta é, agora, a segunda epístola que vos escrevo; em ambas, PROCURO DESPERTAR COM LEMBRANÇAS A VOSSA MENTE ESCLARECIDA, PARA QUE VOS RECORDEIS DAS PALAVRAS QUE, ANTERIORMENTE, FORAM DITAS pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos vossos apóstolos, tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. PORQUE, DELIBERADAMENTE, ESQUECEM que, de longo tempo, houve céus bem como terra, a qual surgiu da água e através da água pela palavra de Deus, pela qual veio a perecer o mundo daquele tempo, afogado em água. Ora, os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios. HÁ, TODAVIA, UMA COISA, AMADOS, QUE NÃO DEVEIS ESQUECER: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia. 2 Pedro 3:1-8.

A intenção, neste momento, não é abordar a essência dessa mensagem de Pedro, mas, tão somente, destacar os fundamentos dela. Destaco quatro frases: 1) Procuro despertar com lembranças a vossa mente esclarecida (v. 1); 2) Para que vos recordeis das palavras que, anteriormente, foram ditas (v. 2); 3) Porque, deliberadamente, esquecem (v. 5); e, 4) Há, todavia, uma coisa, que não deveis esquecer (v. 8).

Quanto à mente esclarecida, é de observar que nós aprendemos muita coisa ao longo de nossa vida; algumas, colocamos em prática por toda a existência e, dificilmente nos esquecemos delas; outras, praticamos por um tempo e, depois, deixamos de fazê-lo, delas nos esquecendo; algumas outras, esquecemos mais rápido, pelo fato de nunca tê-las colocado em prática. Aliás, neste particular, costumo dizer que se nunca colocarmos algo em prática, jamais saberemos se, de fato, o aprendemos, pois o aprendizado se consolida na prática. Normalmente, o que não é praticado, talvez seja porque não foi aprendido. De qualquer forma, se foi aprendido, ou não, mas se não está sendo praticado, dificilmente foi incorporado na nossa vida, de forma a poder contribuir para o nosso crescimento. Ter a mente já esclarecida significa que o assunto tratado já foi visto anteriormente. Se já foi visto, porque vê-lo de novo?

A segunda frase responde à pergunta anterior dizendo que a razão da repetição é para que se possa recordar das palavras anteriormente ditas. E podemos acrescentar que não são apenas palavras que devem ser lembradas, mas principalmente ações e bons exemplos. Tem pessoas que praticamente não falam, mas que fazem demais, nos mostrando como é que se deve fazer. E quando vamos fazer o despertamento, talvez seja mais importante lembrar dessas ações e exemplos, do que, propriamente das meras palavras. A mensagem das palavras é mais difícil de compreender do que a mensagem das ações. Certa vez, Jesus respondeu às dúvidas de Filipe da seguinte maneira:

Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.
Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.
Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. João 14:10-12.

É de observar nessa mensagem de Jesus, uma ênfase maior na realização das obras. Um discurso desassociado de obras, às vezes, é muito difícil de ser compreendido. Mas, quando vem acompanhado das ações que o corroboram, tudo fica mais claro e mais compreensível. E Jesus enfatiza esse olhar para as obras que dão o suporte para a mensagem discursiva. Dessa forma, entendo que ao fazermos a nossa mensagem de despertamento para pessoas com as quais convivemos ou mantemos alguma espécie de comunhão, tudo ficará mais fácil, se corroborarmos a nossa mensagem com exemplos reais a respeito do que estamos falando. E será ainda melhor, se os exemplos dados forem resultantes de nossas próprias experiências. Quantas vezes ouvimos lindas e bem elaboradas mensagens, mas que são de pouca serventia para nós, porque não passam de devaneios e teorias não vividas e não experimentadas pelo mensageiro! Assim, devemos relembrar as palavras já ditas, mas principalmente as ações e exemplos ancorados nelas.

A terceira frase evidencia a rapidez com que esquecemos das coisas já vistas. É interessante de se ver, que algumas coisas que ouvimos, por serem tão inúteis, teóricas e fictícias, nós temos pressa em descartá-las para desocupar o espaço. Eu confesso que, às vezes, descarto uma mensagem antes mesmo dela ser concluída. Faço isso quando percebo que o emissor está tentando falar do que não tem conhecimento, do que não pesquisou e do que não viveu; faço isso quando percebo que o mensageiro está apenas enchendo linguiças; faço isso quando a mensagem do pregador que conheço muito bem, não tem nada a ver com ele e com o que faz em sua vida diária. Eu costumo dizer que a vida e obra do mensageiro fala tão alto, que me impedem de ouvir a sua mensagem falada. Neste caso, eu esqueço porque quero esquecer.

É de esclarecer que não esquecemos rapidamente apenas das mensagens dissociadas da prática do mensageiro. Às vezes, a gente não quer ouvir mais uma mensagem, justamente porque o mensageiro nos confronta com a sua prática e o seu exemplo, em relação a coisas que nós não praticamos, porque entendíamos e defendíamos com nossos discursos, que eram impraticáveis. E então, quando a nossa casa fictícia começa a cair, nós também ficamos com pressa de cair fora. Não queremos continuar ouvindo, porque aquela mensagem tão dura é sobre nós. Ansiamos para que tudo termine e possamos nos retirar e esquecer o dito dia. Certa vez, Jesus fazia uma mensagem assim e levou muitos discípulos a abandoná-lo, porque consideravam o discurso dele como algo muito duro de ouvir. Assim é o registro:

Ele disse estas coisas na sinagoga, ensinando em Cafarnaum. Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir? Sabendo, pois, Jesus em si mesmo que os seus discípulos murmuravam disto, disse-lhes: Isto escandaliza-vos? Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava? O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos digo são espírito e vida. Mas há alguns de vós que não creem. Porque bem sabia Jesus, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar. E dizia: Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido. Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele. Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? João 6:59-67.

Tem um ditado popular que diz: “é melhor só do que mal acompanhado”. Às vezes, eu acho que esse é um caso para se pensar.

A quarta frase destaca que existem coisas que não devemos esquecer. E não devemos mesmo. São aquelas lembranças maravilhosas de feitos, de benefícios, de graça, de amor, de ternura, de carinho, de respeito e tantas coisas mais.

Não podemos esquecer que Jesus, o Deus Filho unigênito, se fez carne, se fez homem e assumiu as nossas dores, as nossas enfermidades e os nossos pecados, por amor a nós. Ele ofereceu a sua vida em prol da nossa. Não porque merecíamos, mas, apenas e tão somente, por causa de seu grande amor por nós, como registra o apóstolo Paulo:

Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Romanos 5:8.

O apóstolo Pedro dizia que sua mensagem de despertamento era para que, entre tantas coisas, o mandamento do Senhor, ensinado pelos apóstolos, não fosse esquecido. E isso continua valendo por toda a vida, porque a mensagem é para toda a vida. Jesus disse tantas coisas. Vamos destacar duas:

Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. João 13:34.

E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Lucas 22:19.

Jesus nos amou ontem, nos ama hoje e nos amará eternamente. Ele deu sua vida por nós, por conta disso. E então ele nos pede para nos amarmos como ele nos amou e também para celebrarmos a sua morte, em sua memória. Como isso é feito?

Bem, nós achamos que estamos fazendo isso, nos reunindo para a celebração que chamamos de Ceia do Senhor, uma vez por semana, mês ou ano, conforme a localidade. E então, nessas ocasiões, nos despertamos, cantando hinos de adoração, lendo passagens que falam sobre a morte de Jesus, entre outras coisas que julgamos oportunas. Será que foi isso que Jesus quis dizer?

É de ver que Jesus deu sua vida para que pudéssemos viver. A vida é o centro da mensagem dele, em palavras e obras, começando aqui da Terra e continuando pela eternidade afora. Jesus não queria pessoas passando fome aqui na Terra. Nunca quis. Ele criou um planeta fantástico e nos deu alimento para comermos da largura da boca, até supitar pelos narizes. E tanto não queria gente passando fome, que fez duas multiplicações de comida, alimentando multidões que só estavam atrás dele por causa de comida; e depois de alimentá-las, mandou que se recolhessem até as migalhas, para que nada se perdesse. Jesus não é o Senhor da fome; é o Senhor da barriga cheia, que veio ao mundo “comendo e bebendo”. Ele é o Deus que nos manda pedir ao “Pai nosso, que está nos céus, o pão nosso de cada dia”. Quase sempre nós levamos palavras em nossas mensagens, mas os nossos receptores querem comida e não palavras. Diz um provérbio português que “palavra bonita não enche barriga”.

O apóstolo Tiago disse:

Se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano,
e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Tiago 2:15-16.

A nossa mensagem ajuda a acalmar as barrigas vazias, ou fazem os estômagos roncarem mais alto? Creio que temos que pensar nisso.

Jesus também não queria pessoas enfermas. Quando estava aqui, ele curou os enfermos e, ao partir, enviou seus discípulos a continuar fazendo isso quando andassem pelo mundo. Vejamos o registro:

Convocando os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios, para curarem enfermidades. E enviou-os a pregar o reino de Deus, e a curar os enfermos. Lucas 9:1,2.

Quero crer que esses dois pontos já servem para enfatizar o interesse de Jesus pela vida saudável e de barriga cheia. Por que será que ele disse:

O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. João 10:10.

Não é de se entrar em devaneios sobre a teoria da prosperidade, mas, sim de falar de uma vida mais concreta e mais real, desejada por milhares de milhares, que é a vida de barriga cheia e com saúde, em oposição à vida de fome e doentia que grassa não apenas pelo mundo afora, mas, muitas vezes, em nossa própria casa, no seio de nossa própria família e que, nem sempre, é capaz de nos incomodar.

E aqui, creio que já podemos caminhar para o fim dessa reflexão. Honramos a Jesus quando fazemos o que Ele nos manda fazer.

Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. João 15:14.

Todas as almas, todos os filhos, todos os homens pertencem a Ele. Mas, ele tem dado a cada um de nós a missão ser guardador de alguns. De quantos? De tantos quantos formos capazes, sem que isso seja um fardo pesado para carregarmos. Jesus disse que seu fardo é leve. Eu diria que a nossa missão de guardador, protetor e supridor começa em casa. “Se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel”, 1 Timóteo 5:8.

Nós estamos atento às necessidades básicas de nossa família nuclear, formada por “pai, mãe e filhos”, ou comemos filé e eles, “o pão que o diabo amassou”? Tem muitos filhos amaldiçoando seus pais e pais aos seus filhos, por falta de atenção. Sabedoria!

sábado, 12 de março de 2022

Eu e meu irmãos

 Somos sete, somos filho de Chaguinha e Luiz Saldanha. 

Somos sete, somos filhos de Chaguinha e 
Luiz Saldanha de Almeida. 
Propus reunirmos na cidade de Corumbá no Mato Grosso do Sul. Cidade natal de todos nós. 

Convidamos uma fotógrafa, a Lívia Campos para que fizesse uma sessão de  fotos nossas. Como a fotógrafa, ela  conhece os melhores lugares à beira do Rio Paraguai, que nos serviu de cenário. 

Lá fomos nós, com uma boa roupa e cabelos penteados. Sete irmãos. Então começa o clic da máquina, e aí começa a confusão: "Você aqui; ali você que é o mais velho. A menor dos sete que quer comandar. Clic, clic e mais clic.
                                                        
 Chegou o picolezeiro: "vamos tirar uma foto chupando picolé". "É da cor da camisa este picolé".  Ele também saiu na foto.  
                                   
Lívia, a fotógrafa, é chamada, "vamos lá escada". "Não, naquele muro de pedra", e  é mais clic. " Agora só as meninas", que são três; "por idade": Aline Ester, Francisca e Rosana, a mais nova de todos. Dos homens o primeiro é David Luiz, depois vem o  Paulo Alberto, Manoel  Fernando e eu, Isaías.

"Vamos mudar", vamos tirar fotos lá em cima, na praça". As cadeiras foram levadas e numa roda de tereré, caiu bem, mesmo sendo, cinco e trinta, da tarde, eu já estava com a camisa molhada. É uma característica de Corumbá, o calor. 
"Agora ali naquela barra, onde aparece bem o rio Paraguai e os barcos, o por do sol".

"Ali no gramado, sentados na grama"; ficou legal. 
Ah, lembrei daquele filme em que vem os sete andando na rua de paralelepípedo, atrás os casarões do século dezoito. 
Corumbá foi um grande porto onde chegavam  embarcações vindas do  Paraguai e da Europa trazendo coisas fantástica. Ah. Tempo de ouro de Corumbá!
A Lívia, que é a fotografa, diz: "ficou lindo!"
Revendo as fotos na máquina, solta uma frase: "Realmente, estão  parecendo artistas de cinema".
 Mas, vamos voltar às fotos. "Eu quero ir embora, estou cansada", diz Rosana,  a menor. "Não,  ainda tem  o monumento da viola, lá que é lindo, vamos lá".  Mas, antes, um tereré para refrescar. 
 
Lindo monumento! Novos clic, a fotógrafa fica de coque, deita no chão para tirar a melhor foto. "Ali também"; "Ih! Ali não pode porque é área portuária, é fechado"; onde poderíamos tirar lindas fotos do por do sol, tem uma cerca de arame.
 Ufa!  o sol está se pondo... "Vamos embora, vamos para casa da caçula, a Rosana". Ela preparou um arroz carreteiro para os sete irmãos. Que tarde inesquecível que vai ficar  na mente, no papel, no pen drive, nas nuvens e nos nossos corações este dia: 15/02/2022 

Escrito por Isa2.  - o quarto irmão.

sexta-feira, 11 de março de 2022

Gratidão...




 

Amados irmãos, gostaríamos de agradecer (através de um breve relato) os momentos vivenciados na viagem realizada a Corumbá, passando por Campo Grande tanto na ida quanto na volta. Viajaram: eu Ivon, minha esposa Joneide, minha filha Ana Paula e meu genro Cleberson. 


O motivo principal dessa viagem foi para cuidar da minha saúde, pois dias antes fora diagnosticada um problema de saúde, sendo indicada cirurgia para o tratamento. Mal sabia que a partir disso Deus estaria agindo para que eu fosse até Corumbá encontrar um profissional. Foi então que me lembrei de que minha filha e meu genro estavam de férias, os quais fiz o convite para seguirmos viagem na quarta feira, dia 02/03, logo na manhã seguinte ao fim do retiro de famílias online de Poxoréu.

Sendo assim, pegamos a estrada com parada em Campo Grande, na Casa da Missão, para seguir no dia seguinte. Deus foi bom conosco, pois além de uma viagem tranquila e agradável, pudemos rever os missionários Isaías e Rosangela, bem como passar algumas horas de boa conversa e aprendizado. Como diz o irmão Isaías, devemos servir com alegria. E com muita alegria  do casal para conosco recebemos todos os cuidados nos mínimos detalhes. Fomos extremamente bem tratados, além de nos despedirem com o lanche para toda a viagem, com dizeres amorosos na embalagem!!!. Um refrigério que teria continuação nos dias seguintes em Corumbá. Seguindo a viagem, ao chegar à cidade de Corumbá fomos muito bem recebidos pelo


irmãos
.

Tudo do bom e do melhor. Contudo, o mais impactante viria a seguir.


Os dias que seguiram foram de muita comunhão e aprendizado. Do hotel seguimos no dia seguinte para a casa do Pastor Matias e sua esposa Juciane, e a filhinha Isadora.

Nos encontramos também com o irmão Maurício (depois também encontramos com sua esposa Evelise), o qual nos recebeu muito e nos serviu de guia turístico num breve passeio até a Bolívia.





Nesses dias passados por lá tivemos a oportunidade de rever o irmão Marcos Campos, que acompanhava os irmãos Nanao e Reni, além de termos encontrado com Vitor Paulo e sua família durante um almoço. Não seria fácil nem rápido citar todos os encontros e alegrias que tivemos nessa visita aos irmãos em Corumbá.

Além disso tudo, foi possível ouvir as transformações e bênçãos derramadas por Deus no ministério do irmão Eliseu. Foi muito gratificante ouvir tudo o que Deus havia feito em sua vida e de sua família, além da igreja Neotestamentaria de Frei Mariano, a qual tem sido uma benção e tem levado o evangelho para as comunidades ali perto, sendo totalmente fiel nos dízimos e ofertas, assunto que pautou muitas de nossas conversas ali. No domingo, fui ensinador no culto pela manhã, o qual teve uma igreja praticamente cheia, motivo de benção. À noite me dirigi junto a minha esposa para a Nova Corumbá, junto aonde pude anunciar a Palavra de Deus ali também. Meu genro foi convidado para participar no culto à noite na Frei Mariano, e para lá de dirigiu com sua esposa.

Vale a pena ressaltar a alegria dos irmãos, amor e dedicação à obra de Deus. Na igreja pastoreada pelo irmão Eliseu foi implementado o momento dos dízimos e ofertas, e tanto eu pela manhã, quanto meu genro à noite, fomos agraciados com uma oferta voluntária daquele local. Nós sentimos honrados e agradecidos pela generosidade. 

Ah, houve tempo também para visitar o irmão Edimir no Portal da Fé, que para nossa alegria estavam também a sua filha Maria Eduarda, casada com o irmão Jailson, e os irmãos Gilson e Márcia.


Após esse tempo em Corumbá, retornamos ate Campo Grande, sendo recebidos novamente pelos missionários Isaías e Rosangela, ainda com um tempo para fazer uma visita ao irmão Adejair e sua esposa Wanda. Nessa última visita da viagem, nos deparamos com o trabalho do irmão Adejair junto ao seu ônibus que está sendo todo adaptado para ser uma casa sobre rodas. É impressionante o trabalho e somente vendo para entender a dimensão daquilo. A filha caçula do casal, Ana Beatriz, também estava presente no momento. Foi um tempo muito bom de comunhão.


Na manhã do dia seguinte, terça feira, ainda tivemos a grata visita do irmão Fabian, que foi nos ver na Casa da Missão, tomou café da manhã conosco e por um breve tempo tivemos juntos ali. E como de costume, ao seguirmos viagem para Cuiabá, no lanche separado pelo Irmão Isaías havia novamente recados amorosos na embalagem, para que quero abrisse declarasse as palavras ali escritas ao cônjuge. Como sempre, o casal missionário sendo usados por Deus para ensinar, exortar e inspirar.

Ao final da viagem, chegamos bem em Cuiabá, de maneira tranquila e agradável.


Nos faltam as palavras para agradecer aos irmãos pelo tanto que fizeram em nosso favor. Deus agiu de maneira graciosa e misericordiosa ao nos proporcionar essa experiência tão enriquecedora, de tal maneira que os irmãos levaram ao pé da letra o que é servir!!! Que Deus, em sua infinita bondade, vos retribua muito além daquilo que pediram ou pensaram, e faça prosperar em todas as frentes de trabalho em prol do Evangelho, bem como em todas as áreas de suas vidas.



domingo, 6 de março de 2022

A fala equilibrada

 

A FALA EQUILIBRADA

Izaias Resplandes de Sousa


A maioria das pessoas gosta de falar, de ensinar, de corrigir, entre outras coisas. E a gente, às vezes, pensa que é melhor falar o que pensa, do que ficar calado, aguentando as consequências. Não sei o que cada um de meus receptores pensa sobre isso. Mas, seja qual for o entendimento, o objetivo dessa mensagem é trazer alguns elementos que possam contribuir para que aqueles que desejarem usar a fala, possam se comunicar de uma forma mais efetiva

Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo. Tiago 3:2.

É de ver que uma das coisas mais difíceis de se fazer é o tal controle da língua. De um jeito ou de outro, a gente quase sempre acaba falando mais do que devia, mesmo sabendo que devíamos nos controlar. E a língua sem controle é uma faca afiada que debulha palavras em série, a torto e a direito e que tanto pode construir, como destruir.

Toda espécie de animais, aves, répteis e criaturas do mar doma-se e tem sido domada pela espécie humana; a língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. Tiago 3:7-8.

Se tivermos controle de nossa fala, ela pode ser boa; pode ser uma fala do bem. Mas, diante das dificuldades que temos para controlá-la, quase sempre, acabamos machucando alguém, principalmente por conta da interpretação que esse receptor faz daquilo que ouviu.

Com a língua bendizemos o Senhor e Pai e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim! Acaso podem sair água doce e água amarga da mesma fonte? Meus irmãos, pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira figos? Da mesma forma, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce. Tiago 3:9-12.

É de destacar que a palavra dita, em si mesma, poderia não causar tantos danos quando fosse proferida. O problema é que, junto com ela, vem um conjunto de elementos que, quase sempre, agravam a expressão, produzindo uma interpretação, às vezes, diferente da desejada pelo seu emissor. Dentre esses, podemos citar o tom em que falamos (baixo, normal, alto), a pronúncia (mais ou menos acentuada), o ritmo (mais rápido ou mais lento) e a linguagem corporal (os gestos, a expressão facial, a movimentação do corpo). E existem muitos outros. E o resultado que a nossa fala vai provocar no receptor vai depender não somente desses elementos já destacados, que tem a ver conosco, enquanto falamos, como também na prontidão do destinatário de nossa mensagem para ouvi-la. Eu ouso dizer que tem mais importância os elementos relacionados com o receptor do que aqueles que nos dizem respeito, porque, em última análise, eu posso escrever ou dizer uma mensagem que eu considero impecável, mas, se meu ouvinte ou leitor não compreender o que eu falo, então, todo o êxito da minha comunicação vai por água abaixo.

Quando colocamos freios na boca dos cavalos para que eles nos obedeçam, podemos controlar o animal todo. Tomem também como exemplo os navios; embora sejam tão grandes e impelidos por fortes ventos, são dirigidos por um leme muito pequeno, conforme a vontade do piloto. Semelhantemente, a língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha. Assim também, a língua é um fogo; é um mundo de iniquidade. Colocada entre os membros do nosso corpo, contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma incendiada pelo inferno. Tiago 3:3-6.

É muito importante saber para quem vamos falar ou escrever. E quando são vários os destinatários, a comunicação fica ainda mais difícil. Uns podem entender e outros não. E esse é outro problema da fala. Os estudiosos entendem que cada texto bíblico foi destinado para um grupo ou indivíduo certo e determinado, trazendo em sua estrutura elementos que indicam essa intenção. Vejamos alguns exemplos: 1) o primeiro destinatário do evangelho de Mateus é o cristão judaico, visto que o escritor procura demonstrar que em Jesus foram cumpridas as profecias do Velho Testamento Judaico; 2) o evangelho de Marcos teria sido escrito para os cristãos romanos; 3) o evangelho de Lucas é destinado a um certo Teófilo; e assim, por diante.

Quando você sabe com quem estará falando, a comunicação ficará mais fácil. Daí a importância de conhecer quem serão os nossos destinatários. De um modo geral, se a plateia não é homogênea, a melhor forma de se comunicar é através de uma linguagem bem simples. Devemos usar palavras de fácil compreensão, evitando as palavras difíceis. Não olvidemos que o importante é ser entendido. Nesse sentido o vocabulário mais simples é o melhor. Mas, se vamos falar para uma plateia com um nível maior de formação, então devemos melhorar o nosso vocabulário.

Considerai que a longanimidade do nosso Senhor é uma oportunidade para que possais receber a Salvação, assim como o nosso amado irmão Paulo também vos escreveu, de acordo com a sabedoria que Deus lhe concedeu. Ele escreve do mesmo modo em todas as suas epístolas, discorrendo nelas sobre esses assuntos, nas quais existem trechos difíceis de entender, os quais são distorcidos pelos ignorantes e insensatos, como fazem também com as demais Escrituras para a própria destruição deles. Sendo assim, amados, estando bem informados, guardai-vos para que não sejais conduzidos pelo erro e sedução dos que não têm princípios morais, vindo a perder a vossa segurança e cair. 2 Pedro 3:15-17.

As palavras devem ser bem pronunciadas e numa altura adequada, de forma que os nossos ouvintes compreendam o que nós falamos. Não se deve falar muito baixo, em cochicho e, nem tampouco, gritando. Na ênfase, pode abaixar ou subir o tom de voz, mas logo deveremos voltar ao tom normal de fala.

Devemos interagir com o ouvinte para ver se ele está compreendendo o que nós estamos falando. Isso é fundamental. Não é por muito falar que vamos ser bem-sucedidos, mas pelo grau de compreensão e entendimento do que falamos. Se o receptor não compreendeu o que nós falamos, tanto ele quanto nós perdemos o nosso tempo. Apresentar uma mensagem não compreendida é o mesmo que não apresentar. E tudo isso vai retornar contra ou a favor da gente. De forma que precisamos nos preparar adequadamente para transmitir uma mensagem, de corpo, de alma e espírito.

Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade.2 Timóteo 2:15.

Por outro lado, se todos fomos chamados por Cristo, com certeza, não fomos chamados para fazermos as mesmas coisas. Uns são chamados para cantar (salmodiar), outras para ensinar e outros ainda, para outras funções específicas. Ele distribuiu dons conforme as necessidades da missão. Se todos fôssemos os mesmos membros, não haveria o corpo de Cristo.

Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. 1 Coríntios 14:26.

Assim, cada um deve cumprir o seu papel, fazendo aquilo que sua vocação determinar. Dessa forma, vamos nos aperfeiçoando naquilo que fazemos e, com certeza, a cada dia, faremos ainda melhor e teremos menos risco de sofrermos consequências indesejáveis pelo exercício inadequado de nossos dons e vocação.

Portanto, irmãos, procurai consolidar sempre mais vossa vocação e vossa eleição; agindo assim, jamais correis o perigo de cair.1 Pedro 1:10.

E, por último, é de ver que, às vezes, é melhor ouvir do que falar, ainda que de muitos tenho ouvido que nós temos que falar, sempre, porque a Bíblia nos mandou falar. E disso eu não discordo completamente. Mas, destaco que, embora isso seja verdadeiro, nós temos que nos ver como um só corpo, o Corpo de Cristo, que é o Senhor da missão. E é esse corpo que tem o dever de falar, através de seus membros especificamente destinados para essa missão e ainda, de conformidade com o Espírito Santo.

Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Tiago 1:19.

E essa é a mensagem. Seja qual for a decisão de cada um diante dela, que essa seja bem executada para que possa efetivamente alcançar seus objetivos. Deus nos abençoe!

terça-feira, 1 de março de 2022

A criação do Acampamento



A criação do Acampamento


Izaias Resplandes


No início de tudo, no começo do tempo,

Não havia nada para os nossos olhos verem.

Deus, contudo, lá estava sempre atento,

Pai, filho e Espírito, para tudo estabelecerem.


Então, Senhor Criador, fizestes a partir do nada

Céus e terra, animais terrestres e celestes

Em um instante, conforme a voz ordenada.

Sim, Deus, tudo foi tu que nos destes!


Água, comida e, para abrigo, um jardim tão lindo,

Uma casa diferente, sob um céu todo estrelado

Tendo na relva verde um tapete, um piso infindo

E uma nascente permanente correndo ali do lado.


Um acampamento divino, por dentro e por fora

Aberto, livre, no meio da floresta densa

Foi a casa do momento, a solução da hora

Para o homem viver em sua santa presença.


E ainda hoje, nosso acampamento

É a casa perfeita, onde a Palavra eterna

Nos mostra o caminho e o ensinamento

E nos prepara para a convivência terna!


Poxoréu, MT, 01/03/2022