sexta-feira, 11 de março de 2022

Gratidão...




 

Amados irmãos, gostaríamos de agradecer (através de um breve relato) os momentos vivenciados na viagem realizada a Corumbá, passando por Campo Grande tanto na ida quanto na volta. Viajaram: eu Ivon, minha esposa Joneide, minha filha Ana Paula e meu genro Cleberson. 


O motivo principal dessa viagem foi para cuidar da minha saúde, pois dias antes fora diagnosticada um problema de saúde, sendo indicada cirurgia para o tratamento. Mal sabia que a partir disso Deus estaria agindo para que eu fosse até Corumbá encontrar um profissional. Foi então que me lembrei de que minha filha e meu genro estavam de férias, os quais fiz o convite para seguirmos viagem na quarta feira, dia 02/03, logo na manhã seguinte ao fim do retiro de famílias online de Poxoréu.

Sendo assim, pegamos a estrada com parada em Campo Grande, na Casa da Missão, para seguir no dia seguinte. Deus foi bom conosco, pois além de uma viagem tranquila e agradável, pudemos rever os missionários Isaías e Rosangela, bem como passar algumas horas de boa conversa e aprendizado. Como diz o irmão Isaías, devemos servir com alegria. E com muita alegria  do casal para conosco recebemos todos os cuidados nos mínimos detalhes. Fomos extremamente bem tratados, além de nos despedirem com o lanche para toda a viagem, com dizeres amorosos na embalagem!!!. Um refrigério que teria continuação nos dias seguintes em Corumbá. Seguindo a viagem, ao chegar à cidade de Corumbá fomos muito bem recebidos pelo


irmãos
.

Tudo do bom e do melhor. Contudo, o mais impactante viria a seguir.


Os dias que seguiram foram de muita comunhão e aprendizado. Do hotel seguimos no dia seguinte para a casa do Pastor Matias e sua esposa Juciane, e a filhinha Isadora.

Nos encontramos também com o irmão Maurício (depois também encontramos com sua esposa Evelise), o qual nos recebeu muito e nos serviu de guia turístico num breve passeio até a Bolívia.





Nesses dias passados por lá tivemos a oportunidade de rever o irmão Marcos Campos, que acompanhava os irmãos Nanao e Reni, além de termos encontrado com Vitor Paulo e sua família durante um almoço. Não seria fácil nem rápido citar todos os encontros e alegrias que tivemos nessa visita aos irmãos em Corumbá.

Além disso tudo, foi possível ouvir as transformações e bênçãos derramadas por Deus no ministério do irmão Eliseu. Foi muito gratificante ouvir tudo o que Deus havia feito em sua vida e de sua família, além da igreja Neotestamentaria de Frei Mariano, a qual tem sido uma benção e tem levado o evangelho para as comunidades ali perto, sendo totalmente fiel nos dízimos e ofertas, assunto que pautou muitas de nossas conversas ali. No domingo, fui ensinador no culto pela manhã, o qual teve uma igreja praticamente cheia, motivo de benção. À noite me dirigi junto a minha esposa para a Nova Corumbá, junto aonde pude anunciar a Palavra de Deus ali também. Meu genro foi convidado para participar no culto à noite na Frei Mariano, e para lá de dirigiu com sua esposa.

Vale a pena ressaltar a alegria dos irmãos, amor e dedicação à obra de Deus. Na igreja pastoreada pelo irmão Eliseu foi implementado o momento dos dízimos e ofertas, e tanto eu pela manhã, quanto meu genro à noite, fomos agraciados com uma oferta voluntária daquele local. Nós sentimos honrados e agradecidos pela generosidade. 

Ah, houve tempo também para visitar o irmão Edimir no Portal da Fé, que para nossa alegria estavam também a sua filha Maria Eduarda, casada com o irmão Jailson, e os irmãos Gilson e Márcia.


Após esse tempo em Corumbá, retornamos ate Campo Grande, sendo recebidos novamente pelos missionários Isaías e Rosangela, ainda com um tempo para fazer uma visita ao irmão Adejair e sua esposa Wanda. Nessa última visita da viagem, nos deparamos com o trabalho do irmão Adejair junto ao seu ônibus que está sendo todo adaptado para ser uma casa sobre rodas. É impressionante o trabalho e somente vendo para entender a dimensão daquilo. A filha caçula do casal, Ana Beatriz, também estava presente no momento. Foi um tempo muito bom de comunhão.


Na manhã do dia seguinte, terça feira, ainda tivemos a grata visita do irmão Fabian, que foi nos ver na Casa da Missão, tomou café da manhã conosco e por um breve tempo tivemos juntos ali. E como de costume, ao seguirmos viagem para Cuiabá, no lanche separado pelo Irmão Isaías havia novamente recados amorosos na embalagem, para que quero abrisse declarasse as palavras ali escritas ao cônjuge. Como sempre, o casal missionário sendo usados por Deus para ensinar, exortar e inspirar.

Ao final da viagem, chegamos bem em Cuiabá, de maneira tranquila e agradável.


Nos faltam as palavras para agradecer aos irmãos pelo tanto que fizeram em nosso favor. Deus agiu de maneira graciosa e misericordiosa ao nos proporcionar essa experiência tão enriquecedora, de tal maneira que os irmãos levaram ao pé da letra o que é servir!!! Que Deus, em sua infinita bondade, vos retribua muito além daquilo que pediram ou pensaram, e faça prosperar em todas as frentes de trabalho em prol do Evangelho, bem como em todas as áreas de suas vidas.



domingo, 6 de março de 2022

A fala equilibrada

 

A FALA EQUILIBRADA

Izaias Resplandes de Sousa


A maioria das pessoas gosta de falar, de ensinar, de corrigir, entre outras coisas. E a gente, às vezes, pensa que é melhor falar o que pensa, do que ficar calado, aguentando as consequências. Não sei o que cada um de meus receptores pensa sobre isso. Mas, seja qual for o entendimento, o objetivo dessa mensagem é trazer alguns elementos que possam contribuir para que aqueles que desejarem usar a fala, possam se comunicar de uma forma mais efetiva

Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo. Tiago 3:2.

É de ver que uma das coisas mais difíceis de se fazer é o tal controle da língua. De um jeito ou de outro, a gente quase sempre acaba falando mais do que devia, mesmo sabendo que devíamos nos controlar. E a língua sem controle é uma faca afiada que debulha palavras em série, a torto e a direito e que tanto pode construir, como destruir.

Toda espécie de animais, aves, répteis e criaturas do mar doma-se e tem sido domada pela espécie humana; a língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. Tiago 3:7-8.

Se tivermos controle de nossa fala, ela pode ser boa; pode ser uma fala do bem. Mas, diante das dificuldades que temos para controlá-la, quase sempre, acabamos machucando alguém, principalmente por conta da interpretação que esse receptor faz daquilo que ouviu.

Com a língua bendizemos o Senhor e Pai e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim! Acaso podem sair água doce e água amarga da mesma fonte? Meus irmãos, pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira figos? Da mesma forma, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce. Tiago 3:9-12.

É de destacar que a palavra dita, em si mesma, poderia não causar tantos danos quando fosse proferida. O problema é que, junto com ela, vem um conjunto de elementos que, quase sempre, agravam a expressão, produzindo uma interpretação, às vezes, diferente da desejada pelo seu emissor. Dentre esses, podemos citar o tom em que falamos (baixo, normal, alto), a pronúncia (mais ou menos acentuada), o ritmo (mais rápido ou mais lento) e a linguagem corporal (os gestos, a expressão facial, a movimentação do corpo). E existem muitos outros. E o resultado que a nossa fala vai provocar no receptor vai depender não somente desses elementos já destacados, que tem a ver conosco, enquanto falamos, como também na prontidão do destinatário de nossa mensagem para ouvi-la. Eu ouso dizer que tem mais importância os elementos relacionados com o receptor do que aqueles que nos dizem respeito, porque, em última análise, eu posso escrever ou dizer uma mensagem que eu considero impecável, mas, se meu ouvinte ou leitor não compreender o que eu falo, então, todo o êxito da minha comunicação vai por água abaixo.

Quando colocamos freios na boca dos cavalos para que eles nos obedeçam, podemos controlar o animal todo. Tomem também como exemplo os navios; embora sejam tão grandes e impelidos por fortes ventos, são dirigidos por um leme muito pequeno, conforme a vontade do piloto. Semelhantemente, a língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha. Assim também, a língua é um fogo; é um mundo de iniquidade. Colocada entre os membros do nosso corpo, contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma incendiada pelo inferno. Tiago 3:3-6.

É muito importante saber para quem vamos falar ou escrever. E quando são vários os destinatários, a comunicação fica ainda mais difícil. Uns podem entender e outros não. E esse é outro problema da fala. Os estudiosos entendem que cada texto bíblico foi destinado para um grupo ou indivíduo certo e determinado, trazendo em sua estrutura elementos que indicam essa intenção. Vejamos alguns exemplos: 1) o primeiro destinatário do evangelho de Mateus é o cristão judaico, visto que o escritor procura demonstrar que em Jesus foram cumpridas as profecias do Velho Testamento Judaico; 2) o evangelho de Marcos teria sido escrito para os cristãos romanos; 3) o evangelho de Lucas é destinado a um certo Teófilo; e assim, por diante.

Quando você sabe com quem estará falando, a comunicação ficará mais fácil. Daí a importância de conhecer quem serão os nossos destinatários. De um modo geral, se a plateia não é homogênea, a melhor forma de se comunicar é através de uma linguagem bem simples. Devemos usar palavras de fácil compreensão, evitando as palavras difíceis. Não olvidemos que o importante é ser entendido. Nesse sentido o vocabulário mais simples é o melhor. Mas, se vamos falar para uma plateia com um nível maior de formação, então devemos melhorar o nosso vocabulário.

Considerai que a longanimidade do nosso Senhor é uma oportunidade para que possais receber a Salvação, assim como o nosso amado irmão Paulo também vos escreveu, de acordo com a sabedoria que Deus lhe concedeu. Ele escreve do mesmo modo em todas as suas epístolas, discorrendo nelas sobre esses assuntos, nas quais existem trechos difíceis de entender, os quais são distorcidos pelos ignorantes e insensatos, como fazem também com as demais Escrituras para a própria destruição deles. Sendo assim, amados, estando bem informados, guardai-vos para que não sejais conduzidos pelo erro e sedução dos que não têm princípios morais, vindo a perder a vossa segurança e cair. 2 Pedro 3:15-17.

As palavras devem ser bem pronunciadas e numa altura adequada, de forma que os nossos ouvintes compreendam o que nós falamos. Não se deve falar muito baixo, em cochicho e, nem tampouco, gritando. Na ênfase, pode abaixar ou subir o tom de voz, mas logo deveremos voltar ao tom normal de fala.

Devemos interagir com o ouvinte para ver se ele está compreendendo o que nós estamos falando. Isso é fundamental. Não é por muito falar que vamos ser bem-sucedidos, mas pelo grau de compreensão e entendimento do que falamos. Se o receptor não compreendeu o que nós falamos, tanto ele quanto nós perdemos o nosso tempo. Apresentar uma mensagem não compreendida é o mesmo que não apresentar. E tudo isso vai retornar contra ou a favor da gente. De forma que precisamos nos preparar adequadamente para transmitir uma mensagem, de corpo, de alma e espírito.

Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade.2 Timóteo 2:15.

Por outro lado, se todos fomos chamados por Cristo, com certeza, não fomos chamados para fazermos as mesmas coisas. Uns são chamados para cantar (salmodiar), outras para ensinar e outros ainda, para outras funções específicas. Ele distribuiu dons conforme as necessidades da missão. Se todos fôssemos os mesmos membros, não haveria o corpo de Cristo.

Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. 1 Coríntios 14:26.

Assim, cada um deve cumprir o seu papel, fazendo aquilo que sua vocação determinar. Dessa forma, vamos nos aperfeiçoando naquilo que fazemos e, com certeza, a cada dia, faremos ainda melhor e teremos menos risco de sofrermos consequências indesejáveis pelo exercício inadequado de nossos dons e vocação.

Portanto, irmãos, procurai consolidar sempre mais vossa vocação e vossa eleição; agindo assim, jamais correis o perigo de cair.1 Pedro 1:10.

E, por último, é de ver que, às vezes, é melhor ouvir do que falar, ainda que de muitos tenho ouvido que nós temos que falar, sempre, porque a Bíblia nos mandou falar. E disso eu não discordo completamente. Mas, destaco que, embora isso seja verdadeiro, nós temos que nos ver como um só corpo, o Corpo de Cristo, que é o Senhor da missão. E é esse corpo que tem o dever de falar, através de seus membros especificamente destinados para essa missão e ainda, de conformidade com o Espírito Santo.

Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Tiago 1:19.

E essa é a mensagem. Seja qual for a decisão de cada um diante dela, que essa seja bem executada para que possa efetivamente alcançar seus objetivos. Deus nos abençoe!

terça-feira, 1 de março de 2022

A criação do Acampamento



A criação do Acampamento


Izaias Resplandes


No início de tudo, no começo do tempo,

Não havia nada para os nossos olhos verem.

Deus, contudo, lá estava sempre atento,

Pai, filho e Espírito, para tudo estabelecerem.


Então, Senhor Criador, fizestes a partir do nada

Céus e terra, animais terrestres e celestes

Em um instante, conforme a voz ordenada.

Sim, Deus, tudo foi tu que nos destes!


Água, comida e, para abrigo, um jardim tão lindo,

Uma casa diferente, sob um céu todo estrelado

Tendo na relva verde um tapete, um piso infindo

E uma nascente permanente correndo ali do lado.


Um acampamento divino, por dentro e por fora

Aberto, livre, no meio da floresta densa

Foi a casa do momento, a solução da hora

Para o homem viver em sua santa presença.


E ainda hoje, nosso acampamento

É a casa perfeita, onde a Palavra eterna

Nos mostra o caminho e o ensinamento

E nos prepara para a convivência terna!


Poxoréu, MT, 01/03/2022



segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

La Choza Acampamento


Acampamento em La Choza

 Posadas- Argentina

 De 26 a 30 de janeiro até ao meio-dia, 60 jovens e adolescentes, de 11 localidades reuniram-se no Acampamento de La Choza em Posadas Argentina.

Pela manhã se dividiam em grupos e a noite estavam todos juntos.

Os ensinadores foram: Pr. Mario Zamudio, Samuel Lopez, Samuel Saucedo, Júlio Peralta, Elida Pinto e o missionário José Maria Iturriaga.




domingo, 19 de dezembro de 2021

RECEBENDO JESUS

 

RECEBENDO JESUS


Izaias Resplandes de Sousa


A todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus., João 1:12-13.

O texto apresenta uma das maiores complexidades de entendimento por parte das diversas denominações cristãs, ainda que, em nosso entendimento, isso não é tão complexo quanto possa parecer. Trata-se do processo de nascimento dos filhos adotivos de Deus.

Pelo texto, isso ocorre quando alguém recebe o Deus Filho Unigênito, Jesus Cristo. Esse recebimento carimba o passaporte, tanto para a transformação, quanto para o ingresso no reino dos Céus. E, no próprio versículo já é apresentada uma equivalência do que seja esse recebimento.

Receber Jesus é um ato de fé praticado por aqueles que creem no seu nome. Então, tudo começa com o crer em Jesus.

Quem é o Jesus em quem eu devo crer e receber para que Ele, por sua graça e dádiva me torne um filho de Deus?

Isso pode parecer bastante óbvio, mas não é tanto assim. A Bíblia, em João 9, relata um caso em que Jesus curou um cego de nascença e que repercutiu no meio eclesiástico da época. O homem, depois de ser interrogado duas vezes pelas autoridades farisaicas, que interrogaram também os seus pais, acabou sendo expulso da sinagoga por conta de suas respostas, haja vista que eles tinham decidido que expulsariam da sinagoga qualquer um que confessasse ser Jesus o Cristo. E, por conta disso, o ex-cego teve uma nova oportunidade de se encontrar com Jesus. E assim foi a conversa deles:Crês tu no Filho de Deus? Ele respondeu, e disse: Quem é ele, Senhor, para que nele creia? E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo. Ele disse: Creio, Senhor. E o adorou”. João 9:35-38.

Tiago também traz ao debate uma pergunta semelhante a essa: Crês, tu, na existência de um só Deus? Fazes bem! Até mesmo os demônios creem e tremem! (Tiago 2:19).

Jesus é o Deus Filho Unigênito e forma uma unidade com o Pai e o Espírito Santo, a Santíssima Trindade. Nós cremos nisso?

Jesus o Verbo Criador. Todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada do que foi feito se fez. Nós cremos nisso?

Jesus é o Filho que a Divindade Santíssima deu ao mundo, como Cordeiro para ser sacrificado, para que todo o que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. Ele é o Senhor de todas as coisas; e também “é sobre todos, Deus bendito eternamente, amém!” (Romanos 9:5). Nós cremos nisso?

O processo de adoção começa pelo conhecimento do adotante e pelo reconhecimento de quem Ele é. Ele veio, inicialmente, “para o que era seu”, “as ovelhas perdidas da casa de Israel” (Jo 1:11; Mt 15:24). Ele era o Senhor e o dono dessas ovelhas. Mas elas não o reconheceram e, muito menos, o receberam como Rei e Senhor. “Tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu” (Romanos 1:21).

A pregação da Palavra tem o objetivo de proporcionar o conhecimento que leva ao reconhecimento de quem é Jesus, possibilitando o desenvolvimento da fé nele para nos salvar das consequências de nossos pecados. “A fé vem pelo ouvir” (Romanos 10:17). Nós temos fé em Jesus suficiente para crer que Ele nos possa salvar?

Então, o ponto inicial do processo de transformação de um homem natural em um filho de Deus se desencadeia a partir de nossa fé de que Jesus seja mesmo o Filho de Deus, ou, em outras palavras, o Deus Filho Unigênito.

Mas não basta apenas crer.

Se sabemos quem é Jesus e temos fé nele para nos salvar, só nos resta recebê-lo. Como? Exatamente da forma que aqueles para os quais ele veio deveriam recebê-lo, ou seja, devemos recebê-lo como nosso Senhor e Salvador.

Quando Jesus nasceu, o anjo anunciou a boa nova aos pastores que guardavam seus rebanhos nas vigílias da noite. E “o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. (Lucas 2:10,11). Não basta saber e conhecer quem é Jesus. É preciso recebê-lo como Senhor e Salvador.

Se eu creio que Jesus é o Deus Filho Unigênito, o Senhor e Salvador e se o recebo como tal, Ele me concede, por graça, o poder de ser feito filho de Deus.

Já perguntamos quem é Jesus, o Filho de Deus, para que nele possamos crer. E já temos a resposta. O ex-cego de nascença que Jesus abriu os olhos para ver nos mostra o que deve vir em seguida. Ele disse: “Eu creio. E o adorou” (João 9:38).

O ato de receber Jesus como Deus, Senhor e Salvador não se confunde com uma mera confissão, com um levantar de mãos, mas com uma mudança de atitude em relação a ele. O ex-cego entendeu tudo o que tinha de fazer. E fez!

Paulo diz aos romanos que o “evangelho de Cristo, é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16). E vemos que esse crer é um ato que tanto pode decorrer do conhecimento natural já inscrito no DNA do ser humano pelo próprio Deus, como também pode exsurgir do ouvir a pregação de sua Palavra. Mas, infelizmente, muitos, mesmo com todo esse conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu” (Romanos 1:21).

Aqui temos um contraste de duas atitudes: a do ex-cego que ao reconhecer Jesus como o Deus Unigênito, o adora; e a de outros, que ignora o que lhe é dado conhecer. O ex-cego muda de atitude, os outros continuam na mesma, fazendo discursos para se justificarem do que não pode ser justificado.

O maior enfoque que as pessoas dão para o ato de receber a Jesus é a confissão, nos moldes trazido pelo apóstolo Paulo: “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10:9). Mas tanto essa confissão, quanto o crer que Deus ressuscitou Jesus, além de não serem apresentados como a única forma de se receber a Jesus, somente tem valor se forem seguidos de uma mudança de atitude. Não adianta nada confessar uma coisa, mas, na prática, continuar fazendo tudo do jeito que sempre fez. A Bíblia diz que se a gente é uma nova criatura, “as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” (2 Co 5:17).

Tiago fala claramente a respeito de como podemos demonstrar a nossa fé em Jesus, por meio do exercício da misericórdia. Ele diz que “o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo. Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras” (Tiago 2:13-18).

Nós vivemos um tempo de muita hipocrisia, de muita falação, falas sobre a ação, mas com pouca ou nenhuma ação, de fato. Isso é muito grave!

Nós vemos um apegamento às coisas secundárias, aos detalhes de somenos importância quando comparados com a essência das ações; nós vemos uma priorização para o juízo e a justiça, que certamente poderão ser exercidos por Deus, mas nós devemos evitar, porque o que Deus quer de nós é misericórdia e não juízo. Além disso, o juízo é inferior quando comparado com a misericórdia. Por isso diz Tiago que “a misericórdia triunfa do juízo” (Tg 2:13).

Devemos pregar a misericórdia de Deus com prioridade absoluta. Não é por acaso que Jesus disse: “se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes” (Mateus 12:7).

Não é por acaso que Jesus disse que não conhecerá no dia do juízo, aqueles que não praticaram a misericórdia e que eles ficarão de fora de seu reino.

Assim diz a Palavra: “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes. Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos? Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna”. (Mateus 25:31-46).

Eu creio que muitas pessoas estão deixando de entrar no Reino de Deus por conta das formalidades e rituais estabelecidos pelas igrejas, onde os detalhes são vistos como mais importantes do que a essência. Jesus disse aos que se apegam aos detalhes, que deviam cumpri-los, já que julgavam-nos importantes, mas sem deixar de fazer as coisas essenciais. Ele disse: “Ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras”. (Lucas 11:42).

Ao concluir, entendo que receber a Jesus como Senhor e Salvador, tornar-se seu discípulo, significa seguir os seus passos e agir como ele agia. Exercer agora uma missão de misericórdia, de salvação, de socorro e de boas obras e deixar o juízo para que Ele o faça e da forma que Ele entender. Somos totalmente estranhos ao Senhor quando damos prioridade e ênfase ao juízo e à justiça de Deus. Nós não somos chamados e não fomos salvos para isso. Conforme o apóstolo Paulo, aos efésios, nós fomos salvos para as boas obras, às quais Deus de antemão preparou para que andássemos por elas (Ef 2:10).

As pessoas tem muitos motivos para buscarem a Jesus. Não vamos julgá-las e nem correr com elas do nosso meio. Deixemos que o Espírito Santo faça a obra de edificação da Igreja. Sejamos apenas instrumentos de sua misericórdia.

Que Deus nos abençoe!