sábado, 16 de junho de 2018

Salada mista


Salada Mista

Izaias Resplandes de Sousa

Ingredientes para a salada: 1 colher de chá de alho triturado; 1 manga picada; 2 cenouras raladas; 2 rodelas de abacaxi picado; 3 palmitos em rodelas; 5 xícaras de chá de acelga picada. Ingredientes para o molho: 1 laranja em cubos; 1 pote de iogurte; 1 colher de sopa de hortelã fresca picada; 1/2 colher de sopa de sal marinho; 2 colheres de sopa de passas. Modo de Preparo: Misture bem todos os ingredientes do molho. Reserve. Arrume, em uma saladeira, a acelga, o alho, a cenoura, o palmito, a manga e o abacaxi. Misture bem, acrescente o molho e sirva em seguida. Bom apetite.
Muitos de nós gostamos de uma salada mista em nossas refeições. Segundo os nutricionistas, é muito bom nós comermos saladas. Mas é possível que a refeição seja uma das raras exceções à regra, porque, nas diversas situações em geral, as saladas só costumam acarretar problemas. Nessa reflexão, pretendemos mostrar o que a Palavra de Deus nos diz sobre as misturas de um modo geral e sobre as misturas religiosas, de um modo particular. Vejamos…
Quando Deus criou os animais, Ele os fez em casais, macho e fêmea o fez. Mas em relação ao ser humano, inicialmente, Ele criou apenas o homem, Adão. Todavia, de imediato concluiu que não estava bom dessa maneira. “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele”. Gênesis 2:18. E de lá para cá essa orientação tem sido praticada.
Desde o princípio até os dias atuais, a orientação que a Palavra de Deus dá ao homem é para que ele busque a companhia de uma mulher. Assim diz o texto sagrado: “Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne”. Efésios 5:31.
A união do casal é a base de sustentação da efetivação e solidificação do casamento. E, considerando que ninguém casa para descasar, faz-se necessário que os nubentes aparem todas as arestas que existir entre eles, antes que digam o sim decisivo. Em que pese observarmos certa banalização do casamento, quando os nubentes decidem fazer testes de convivência com base no “se não certo, divorciamos”, essa não é a orientação mais adequada ao caso.
A vida é muito curta para ficarmos perdendo tempo testando possibilidades. Nossas escolhas, ainda que possam não ser as mais adequadas, devem merecer de nossa parte o máximo de empenho e esforço para que se tornem realidade.
Eu defendo a tese bíblica de que tudo o que Deus fez é bom. Fundamento na própria avaliação divina. “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto”. Gênesis 1:31.
O pecado do homem diante de Deus trouxe consequências para toda a criação, mas em que pese as modificações, a essência do plano divino permanece inatacável. E dia virá em que tudo voltará a ser como era antes do homem pecar. É assim a Palavra: “Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora”. Romanos 8:22.
Um plano bom merece ser aprovado. Devemos nos empenhar para colocarmos o plano de Deus em prática, conforme o mesmo está traçado em sua santa Palavra. Nós podemos até decidir de outra forma, entendendo que nossos planos são melhores que os planos de Deus, mas não são. É o Senhor que diz não ser assim: Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Isaías 55:8. Os Salmos também afirmam: O Senhor conhece os pensamentos do homem, que são vaidade. Salmos 94:11. E também os provérbios: Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte. Provérbios 16:25.
A orientação bíblica é que o homem busque unir-se com uma mulher. Que se entendam. Que caminhem na mesma direção e sentido. Que tenham a mais perfeita comunhão. Assim diz o Pregador:
Há um que é só, e não tem ninguém, nem tampouco filho nem irmão; e, contudo, não cessa do seu trabalho, e também seus olhos não se satisfazem com riqueza; nem diz: Para quem trabalho eu, privando a minha alma do bem? Também isto é vaidade e enfadonha ocupação. Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará? E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa. Eclesiastes 4:8-12.
Todos nós precisamos trabalhar para sobrevivermos. No entanto, às vezes pode ocorrer de alguém da família ficar desempregado. E ocorrendo isso, os demais membros da casa assumirão as responsabilidades até que a situação seja normalizada. Já a pessoa que vive sozinha, obrigatoriamente precisa trabalhar. E nem pode se dar ao luxo de escolher o seu trabalho, porque depende dele e somente dele para a sobrevivência de todo dia. Para o sozinho não há folga, a não ser que queira passar privações. Esse é um dos motivos porque devemos nos unir com outras pessoas, como ocorre no casamento, por exemplo.
Nós trabalhamos para nossa família, onde somos uns pelos outros. Mas e aquele que vive sozinho, para quem ele trabalha? Quem ficará com os resultados de seus trabalhos quando ele morrer? É muito ruim a gente saber que poderá morrer a qualquer hora e que não teremos alguém ao nosso lado. Quantos casos a gente ouve falar de pessoas que morreram sozinhas e somente foram encontradas quando já estavam apodrecendo e fedendo? É muito importante que a gente tenha alguém que esteja junto conosco no curso da vida, com quem nós possamos dividir nossas alegrias, tristezas, prazeres e dissabores.
Há um provérbio popular que diz: “A união faz a força!”. Bem, isso é verdade! Podemos quebrar um palito, mas não conseguiremos quebrar facilmente e de uma vez, toda uma caixa de palitos. É por isso que o inimigo, quando quer nos derrotar, procura nos dividir e nos atacar isoladamente. Jesus disse que nenhuma casa dividida subsistirá. Vejamos…
Trouxeram-lhe [a Jesus], então, um endemoninhado cego e mudo; e, de tal modo o curou, que o cego e mudo falava e via. E toda a multidão se admirava e dizia: Não é este o Filho de Davi? Mas os fariseus, ouvindo isto, diziam: Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios. Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá. E, se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, pois, o seu reino? E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsam então vossos filhos? Portanto, eles mesmos serão os vossos juízes. Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de Deus. Ou, como pode alguém entrar na casa do homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não maniatar o valente, saqueando então a sua casa? Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha. Mateus 12:22-30.
Sozinhos e isolados, nós somos fracos. Juntos, somos fortes! Ainda que, às vezes, sentimos grande necessidade de ficarmos sozinhos, devemos atender essa necessidade com muita cautela. Aqueles que se sentem fortes, normalmente afrontam os seus adversários, mas aqueles que se sentem mais fracos armam arapucas para pegar os seus inimigos. Tenhamos cuidado para não cairmos nas arapucas. Evitemos ficar sozinhos. Busquemos a companhia daqueles que se escondem na sombra do Onipotente, conforme diz os Salmos 91 e não caiamos nos laços do passarinheiro.
Quantos cristãos preferem a companhia dos não cristãos, ao invés de seus iguais! Meus queridos! Devemos dar preferência aos irmãos. Se vamos comprar, que a preferência seja para os comércios da irmandade; se nós vamos vender, que primeiro ofereçamos aos irmãos. É preferível pagar mais caro por um produto, mas termos a certeza de que amanhã ou depois nós não seremos enredados em algum processo. O mesmo se pode dizer quanto a ganhar menos.
A mistura com os desiguais não é salutar. Imaginemos um casal. Dia de reunião na igreja, um vai para um rumo e outro para outro rumo. Isso não é casamento. Isso é desunião. E os filhos, seguirão o pai ou a mãe? É bem provável que a nenhum dos dois.
Devemos decidir de pronto o que nós queremos. Não vejo problemas em duas pessoas de orientações diferentes se casarem. Mas, para que sejam felizes e vivam bem é preciso que caminhem na mesma direção.
Quando dois jovens têm orientação espiritual diferenciada, é na fase do namoro que devem procurar se entender e não depois de casados. Após o casamento, os dois serão uma só carne, um só corpo e devem ter uma só cabeça. Assim diz a Bíblia:
Quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo. 1 Coríntios 11:3.
Cabe ao homem a missão de conduzir o corpo após o casamento. Nesse sentido, é antes do casamento que a mulher deve conhecer a orientação que seguirá ao lado de seu marido. Se conhecer e não aprovar, então devem desistir do casamento antes que o mal aconteça, porque divididos não subsistirão.
É preciso que a gente decida o que se quer de uma vez por todas. A vida exige escolhas e decisões devem ser tomadas na hora certa, para não se arrepender depois.
É costume ouvir as pessoas dizendo que tudo o que fala de Deus é coisa boa. Isso não é verdade. Satanás citou a Palavra de Deus quando tentou a Jesus. E ele é o mal. O que torna uma palavra boa ou não é aquele que a pronuncia. Devemos conhecer a vida de quem fala, para ver se tal pessoa vive o que fala ou se é apenas uma faladora que não pratica o que diz.
A vida não é fácil, porque vivemos em um mundo com muitas orientações e temos de decidir o que vamos seguir. Mas precisamos escolher. Diz a Bíblia: Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna. Mateus 5:37.
Quem vive com um pé na estrada e outro fora dela, uma hora ou outra vai se dar mal. Devemos fazer nossas escolhas. Isso não quer dizer que não devemos compartilhar as coisas com pessoas de orientações diferentes. Podemos. Mas, sempre na condição de superior e não como inferior.
A convivência social é muito importante, mas somente será salutar para aquele que for o orientador. Se você tem uma orientação pela Palavra e vai trabalhar com alguém que não tem a mesma orientação, vai acabar se perdendo na prática de atos contrários à sua própria orientação. Se você é patrão, você pode ter pessoas sem a sua orientação religiosa trabalhando com você. Se elas concordam em trabalhar, está tudo bem. Agora, o contrário não é verdadeiro. Assim diz a Palavra:
Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor;E não toqueis nada imundo,E eu vos receberei; E eu serei para vós Pai,E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso. 2 Coríntios 6:14-18.
A mesma orientação vale para qualquer situação, onde os dois que pretendem se unir, não buscam se unir plenamente, antes da união.
É de destacar ainda sobre a importância de não misturar o espiritual com o material, principalmente quando não houver a faculdade da opção de escolha. Exemplifico.
Em uma associação há pessoas de diferentes orientações espirituais. Nesse sentido, a referida associação deve evitar o envolvimento com as atividades de caráter religioso, ou então liberar os seus membros das obrigações a esse respeito. Se não houver essa possibilidade, então não há a possibilidade da convivência nessa sociedade. As entidades de caráter não religioso devem orientar-se nesse sentido.
O fato de alguém não participar de atividades de caráter religioso não significa que tal pessoa esteja condenando tais atividades, mas sim, que não deseja participar delas. E isso deve ser respeitado, sob pena de se minar a convivência entre essas pessoas.
Ao concluir, queremos dizer que a mistura somente é salutar na salada mista de nossas refeições. Nas demais questões é importante que nos guiemos pela pureza de nossos relacionamentos, sob pena de vivermos em conflitos eternos. Devemos buscar a paz e o entendimento e não o litígio e a guerra.
Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. Hebreus 12:14.
Deus nos abençoe!

segunda-feira, 11 de junho de 2018

HOJE FAZ UM ANO DA VIAGEM AO AMAZONAS

Hoje, 11 de Junho faz um ano que eu e o Missionário Ademar visitamos/conhecemos os encantos do Grande Estado do Amazonas.
Nunca esqueceremos a recepção de gala que nos proporcionaram os irmãos de Manaus. 

As lágrimas ainda brotam nos olhos quando assistimos o vídeo da nossa chegada.




Fomos recepcionados na casa do Pastor Jorge e da sua esposa Nalva, seus filhos Juscilene, com a encantadora neta Jessy, o competente fotografo Joab, sua esposa ainda gestante Jhuli e o jovem Joás.
O que dizer do carinho dos irmãos, Pastor Sebastião nosso companheiro de todas as horas em todos os lugares.
A recepção na Igreja Jorge Teixeira, na pessoa do Pastor José, sua esposa Rosely, seus filhos Calebe, Josué e Larissa.... São tantos, enumerá-los é cometer equívocos e enganos normativos.
Na Igreja do Grande Vitória, fomos recepcionados pelo Pastor Elizandro, e sua esposa Elizangela, seus filhos, e todo a congregação nos trataram com respeito e admiração.
A Vocês de Manaus obrigados por nos permitir sonhar e viver momentos únicos em nossas vidas.


Em Urucurituba, tive uma crise de choro, quando realizei o sonho de navegar no Rio Amazonas, chorei muito, mais me encantei como ninguém, por isso até hoje digo sem receio “Eu sou mais feliz que todos vocês” Estou no Amazonas. Ali estavam o casal de Missionários Joab, Carlendia e seu casal de filhos Lívia e Lemuel.




A Chegada em Parintins mais um choque de realidade e alegria, recepção excelente e inesquecível. Alguns dias visitando a cidade, conhecendo pontos turísticos, os hábitos alimentares diferentes, irmãos maravilhosos, 
hospedagem na casa dos irmãos Maria e José, nunca esquecerei, sua hospitalidade inconfundível. As visitas das Igrejas, Itaúna, Santa Clara, Palmares e a sede central me deixou de boca aberta, eu estava lá, eu estive lá, sonho realizado. Obrigado Deus, o Senhor me honrou.

Embarcamos no Barco do Comandante Godin, o atendimento de bordo nota 10, a esposa do Comandante Junior a irmã Márlen, nos tratou com distinção e cordialidade durante todos os dias da nossa viagem, 











O Comandante Josias, um irmão refinado na educação e cortesia, com diferenciada competência e destrezas nas águas Amazônica. Momentos inesquecível, indescritível com visão paradisíaca, das belezas do Majestoso e Imenso Amazonas. O nosso amigo e companheiro Luan sempre calado e observador, de pouca fala, más de um carisma sem igual.
 Comunidade do Tracajá, município  de Parintins

Visitamos a Igreja do Tracajá onde está o irmão Isaías, dormimos no barco, uma experiência única na minha vida e do Missionário Ademar.

 Ajudando a desencalhar o barco no rio Ramos

Chegamos a Igreja da Filadélfia onde conhecemos o Pastor Barbosa, também experimentei mingau de banana, uma delícia, os irmãos nos trataram com honraria extraordinária. 
Visitamos os amados irmãos Amadeus e Tilza, na localidade de Barreinha, pequena cidade em uma ilha. Características diferentes de tudo que conhecemos em nossas cidades.
Na Igreja da Colônia Soares, tivemos o privilégio de fazer uma bela e agradável caminhada pela Mata Amazônica. O irmão Pedro, e sua amável esposa Vera tratou a todos nós com digníssima cortesia guardadas somente para alguns visitantes casuais. Nunca esqueceremos os momentos impares que passamos ali.












Na Igreja do Andirá Mirim, desfrutamos de recepção festiva, com a irmandade toda reunida e um cartaz de tecido colocado na parede desejando boa vindas aos visitantes, o irmãos Josias e a irmã Clara, anciãs e todos os demais irmãos nos proporcionaram emoções inesquecíveis.

Na Comunidade Novo Mato Grosso, terra dos irmãos Jonny, Nailza, Nilda, da irmã Maria, do irmão Leone, onde o irmão Diácono Comandante Josias esta conduzindo uma igreja, fomos tratados com alegria, amor e redobrado carinho.


Voltamos para Parintins onde nos concederam oportunidade de pregar nas congregações da cidade.
Com chegada da irmã Mariza, arrumamos tudo e fomos juntos com os Jovens para um momento Inesquecível, marcante, experiência gratificante, o Encontro de Jovens na Ilha Verde. Um sonho por mim vivido que não se apaga e que às vezes a noite sinto que ainda lá estou, quando lembrado por minha esposa Joneide, você não esta no Amazonas.
“Continuo Cantando, Só Deus Faz o Homem Feliz” Ainda digo,” Sai do Amazonas, más o Amazonas não saiu de mim”.

Sou outro homem, mais feliz e muito mais grato por tudo que vocês fizeram por mim e pelo Missionário Ademar. Nosso Muito Obrigado e Nossa Eterna Gratidão.
Isaías e Rosangela gastei tudo que sabia para produzir este texto, cheios de erros e agressões a nossa língua Portuguesa, mas quisera Deus encontrar alguma palavra não conhecida, para Externa a vocês, Isaías e Rosangela nossa gratidão, nosso respeito, nossa admiração, nosso carinho, nosso amor, por proporcionar a mim e o Missionário Ademar, a maior e mais importante aventura das nossas vidas. Deus um dia colocará em suas cabeças a Coroa da vida que você são dignos e merecedores. A nossa eterna gratidão.
 Pr. Ivon Pereira

sábado, 9 de junho de 2018

Equilíbrio



Equilíbrio

Izaias Resplandes


Nem tanto céu e nem tanto terra. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Filipenses 4:5.
É comum nos indignarmos de forma extrema com algumas coisas que consideramos absurdas, ainda que outras pessoas considerem as mesmas coisas como perfeitamente normais. E vice-versa.
Na verdade, todo extremismo é prejudicial. Não é porque eu gosto de determinada comida, que vou comer até não poder mais. Não é porque eu gosto de uma música ou de um cantor, que vou passar o dia todo os ouvindo.
Nós somos apressados em fazer nossos juízos em relação a outras pessoas e às mais diversas situações. Se não gosto, se não vivencio, se não tem nada a ver comigo, então eu condeno. Ao contrário, aprovo. Em algumas coisas ficamos em cima do muro.
Assim diz a Bíblia:
Por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão. Lucas 6:41,42.
O fato é que nenhum de nós é perfeito. Somos todos pecadores, cheios de erros e defeitos. Os apóstolos observam:
Paulo: Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma, pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado; Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Romanos 3:9,10.
João: Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. 1 João 1:8.
O melhor seria que seguíssemos aos conselhos de Jesus:
Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra. João 8:7.
Bezerra da Silva, em “Reunião de Bacana”, conta o que sentiu em uma reunião de pessoas da mais alta posição, como doutores, senhores e até magnatas. E o que ele sentiu ele canta no refrão de sua música, dizendo: “E se gritar, pega ladrão, não fica um, meu irmão”.
Essa é a verdade. O ser humano é corrupto desde a sua meninice. E não faz as coisas como devem ser feitas. Pelo contrário, sempre está procurando um meio de tirar proveito da situação. E quando isso contraria os seus propósitos, então bate o martelo e condena.
Jesus aconselhou:
Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. Mateus 7:1,2.
Ainda que, em determinadas situações seremos convocados para julgar os nossos pares, como no Tribunal do Júri, nas questões da igreja, em Comissões de Sindicância e Inquérito Administrativo e talvez não possamos escusar a missão, no nosso dia a dia, seria melhor que nós evitássemos os juízos, porque nem sempre seremos juízes. Hoje pode ser ele, mas amanhã podemos ser nós que estejamos no banco dos réus.
Por outro lado, há um juízo que devemos fazer o tempo todo. É o autojulgamento. Devemos buscar conhecer os nossos erros e corrigi-los. Isso, sim, é altamente benéfico para nós. É assim a Palavra:
Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. 1 Coríntios 11:31.
É de ver que estamos no mundo para sermos instrumentos de salvação e não de condenação. Jesus disse várias vezes que a sua missão era salvar o perdido. E deixou os seus discípulos com a missão de testemunhar a respeito dessa boa-nova. Vejamos o que diz o apóstolo Paulo a esse respeito:
Quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas. Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu, Quem és tu, que  julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar. Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus. Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor. Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos. Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo. Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão. Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda. Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu. Não seja, pois, blasfemado o vosso bem; Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens. Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros. Não destruas por causa da comida a obra de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo. Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça. Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado. Romanos 14:1-23.
Por outro lado, meus queridos, é muito importante que tenhamos zelo uns pelos outros. Que cada um de nós seja guardador de seu irmão. E nessa condição, devemos buscar toda a proteção para ele, exercer toda a diligência e cuidado em seu favor. Devemos orar insistentemente a Deus por ele, para que caia em si, se arrependa e volte novamente ao Caminho. É assim a orientação de salvação:
Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore. 1 João 5:16.
A maioria das pessoas preferem a orientação do juízo, ao invés da orientação de salvação. Sim, pode parecer estranho, mas a Bíblia traz orientações sobre o juízo. Vejamos…
Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Mateus 18:15-19.
Ainda que essa situação se refira a um pecado pessoa contra pessoa, o que vemos aqui é uma questão de julgamento. E, na maioria das vezes, nós temos pressa em que esse processo chegue logo ao final. A nossa paciência é curta com relação aos erros dos outros. Queremos ter a imagem e semelhança do Deus longânimo, mas somos intolerantes e sem paciência com os nossos irmãos e com as pessoas a quem queremos conduzir a Jesus. Assim diz a Bíblia:
Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados. Efésios 5:1.
O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. 2 Pedro 3:9.
É assim que devemos ser, irmãos: tolerantes, pacientes, longânimos, misericordiosos, bons... Deus é assim e devemos buscar com todo empenho sermos semelhantes a Ele.
Se o nosso irmão pecar contra nós, devemos perdoá-lo e não levá-lo a julgamento. Se o perdoarmos, não haverá motivo para ele ser julgado. E se não conseguimos perdoar, então somos nós que temos problemas em nossos corações. E nesse caso, a melhor orientação é que nós oremos por nós mesmos, que imploremos pela misericórdia de Deus para nos aperfeiçoar de tal maneira que nós possamos perdoar ao nosso irmão ou próximo, mesmo que não seja nosso irmão. Nós recebemos muito perdão de Deus e temos o dever de perdoar muito mais. É assim a Palavra:
Se alguém me contristou, não me contristou a mim senão em parte, para vos não sobrecarregar a vós todos. Basta-lhe ao tal esta repreensão feita por muitos. De maneira que pelo contrário deveis antes perdoar-lhe e consolá-lo, para que o tal não seja de modo algum devorado de demasiada tristeza. Por isso vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor. E para isso vos escrevi também, para por esta prova saber se sois obedientes em tudo. E a quem perdoardes alguma coisa, também eu; porque, o que eu também perdoei, se é que tenho perdoado, por amor de vós o fiz na presença de Cristo; para que não sejamos vencidos por Satanás; Porque não ignoramos os seus ardis. 2 Coríntios 2:5-11.
A vida cristã deve ser uma vida equilibrada nos princípios estabelecidos na Palavra de Deus. Não devemos nos radicalizar em nenhum extremo. Paulo escrevendo a Timóteo, diz: Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação. 2 Timóteo 1:7.
Se Deus fosse extremista nós estaríamos perdidos. Devemos imitá-lo. Devemos encher o nosso coração de amor, de misericórdia e de perdão. É isso que nos levará para o céu. O extremismo somente poderá nos levar ao inferno sem Deus.
Ao concluir, queremos destacar que estamos vivendo a dispensação da graça e não a dispensação do juízo. Deus, em sua santa sabedoria, tem sido paciente. Sejamos também. Antes de fazermos qualquer julgamento, seja dos irmãos, seja das demais pessoas, busquemos a sábia orientação do alto. Seus fundamentos e alicerces podem ser encontrados na Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus. E, segundo São Tiago “a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia”. Tiago 3:17.
Esse é o ensino. Que essa teoria venha fundamentar a nossa prática de todos os dias, até que nos encontremos com o Senhor da Perfeição. Amém!


quinta-feira, 7 de junho de 2018

Genaro Zapata Moreno

Faleceu hoje 7/6/2018, na cidade de Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, às cinco horas da manhã, o irmão Genaro Moreno, que trabalhou durante muitos anos como missionário na União Missionária Neo Testamentária. Em outubro de 2017 ele pediu a sua retirada da U.M.N.T.

 Registramos o nosso carinho pelo irmão que nos acompanhou em muitos eventos da missão tais como confirmação de Presbíteros, imposição de mãos e batismo.

Dentre as visitas que fiz na sua casa em Santa Cruz, Bolívia, gravei  o irmão Genaro contando como conheceu a Cristo como Salvador. A narração está gravada em vídeo, com duração de meia hora. Nesta ele lembra fatos de quando tinha 12 anos de idade, quando recebeu sua primeira bíblia, e ia citando nome de pessoas, de lugares com uma precisão incrível. Eu fiquei bastante impressionado com a memória que ele possuía. Depois desta meia hora desliguei a máquina e perguntei se ele queria falar algo mais. Com certeza sim. Fiquei segurando a máquina fotográfica por mais meia hora.

 Missionário Genaro e sua filha Noemi Moreno
Irmão Genaro com uma das senhoras que ganhou para Cristo.
Ganhou muitas pessoas para o Senhor Jesus durante sua vida, e muitos irmãos o admiravam pelos seus sermões. 

 Missionário Genaro e Laura com dois dos seus filhos em Corumbá/MS.
Irmão Genaro, tendo ao seu lado sua esposa Laura, que também já está com o Senhor, com  grupo de irmãos de Puerto Suarez, Bolívia

domingo, 3 de junho de 2018

O poder da palavra


O poder da palavra

Izaias Resplandes de Sousa

A palavra é um elemento de poder. Tanto pode construir, como destruir. Através de sua Palavra, Deus criou o mundo e praticamente tudo o que nele existe. Há registros bíblicos sobre esse poder e sobre as possibilidades de controlá-lo em nosso benefício e até mesmo de como utilizá-lo contra outras pessoas. É importante que conheçamos e dominemos essas técnicas de controle para que esse poder seja utilizado positivamente em prol do nosso desenvolvimento e progresso na longa jornada pela vida.
Dentre as diversas narrativas sobre as atuações do profeta Eliseu, a história da sunamita é um grande exemplo de alguém que acreditou profundamente no poder da palavra proferida. 
Vejamos...
Sucedeu também um dia que, indo Eliseu a Suném, havia ali uma mulher importante, a qual o reteve para comer pão; e sucedeu que todas as vezes que passava por ali entrava para comer pão. E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus. Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto junto ao muro, e ali lhe ponhamos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se recolherá. E sucedeu que um dia ele chegou ali, e recolheu-se àquele quarto, e se deitou. Então disse ao seu servo Geazi: Chama esta sunamita. E chamando-a ele, ela se pôs diante dele. Porque ele tinha falado a Geazi: Dize-lhe: Eis que tu nos tens tratado com todo o desvelo; que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale por ti ao rei, ou ao capitão do exército? E disse ela: Eu habito no meio do meu povo. Então disse ele: Que se há de fazer por ela? E Geazi disse: Ora ela não tem filho, e seu marido é velho. Por isso disse ele: Chama-a. E, chamando-a ele, ela se pôs à porta. E ele disse: A este tempo determinado, segundo o tempo da vida, abraçarás um filho. E disse ela: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva. E concebeu a mulher, e deu à luz um filho, no tempo determinado, no ano seguinte, segundo Eliseu lhe dissera. E, crescendo o filho, sucedeu que um dia saiu para ter com seu pai, que estava com os segadores, E disse a seu pai: Ai, a minha cabeça! Ai, a minha cabeça! Então disse a um moço: Leva-o à sua mãe. E ele o tomou, e o levou à sua mãe; e esteve sobre os seus joelhos até ao meio-dia, e morreu. E subiu ela, e o deitou sobre a cama do homem de Deus; e fechou a porta, e saiu. E chamou a seu marido, e disse: Manda-me já um dos moços, e uma das jumentas, para que eu corra ao homem de Deus, e volte. E disse ele: Por que vais a ele hoje? Não é lua nova nem sábado. E ela disse: Tudo vai bem. Então albardou a jumenta, e disse ao seu servo: Guia e anda, e não te detenhas no caminhar, senão quando eu to disser. Partiu ela, pois, e foi ao homem de Deus, ao monte Carmelo; e sucedeu que, vendo-a o homem de Deus de longe, disse a Geazi, seu servo: Eis aí a sunamita. Agora, pois, corre-lhe ao encontro e dize-lhe: Vai bem contigo? Vai bem com teu marido? Vai bem com teu filho? E ela disse: Vai bem. Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, pegou nos seus pés; mas chegou Geazi para retirá-la; disse porém o homem de Deus: Deixa-a, porque a sua alma está triste de amargura, e o Senhor me encobriu, e não me manifestou. E disse ela: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes? E ele disse a Geazi: Cinge os teus lombos, toma o meu bordão na tua mão, e vai; se encontrares alguém não o saúdes, e se alguém te saudar, não lhe respondas; e põe o meu bordão sobre o rosto do menino. Porém disse a mãe do menino: Vive o Senhor, e vive a tua alma, que não te hei de deixar. Então ele se levantou, e a seguiu. E Geazi passou adiante deles, e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não havia nele voz nem sentido; e voltou a encontrar-se com ele, e lhe trouxe aviso, dizendo: O menino não despertou. E, chegando Eliseu àquela casa, eis que o menino jazia morto sobre a sua cama. Então entrou ele, e fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao Senhor. E subiu à cama e deitou-se sobre o menino, e, pondo a sua boca sobre a boca dele, e os seus olhos sobre os olhos dele, e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu. Depois desceu, e andou naquela casa de uma parte para a outra, e tornou a subir, e se estendeu sobre ele, então o menino espirrou sete vezes, e abriu os olhos. Então chamou a Geazi, e disse: Chama esta sunamita. E chamou-a, e veio a ele. E disse ele: Toma o teu filho. E entrou ela, e se prostrou a seus pés, e se inclinou à terra; e tomou o seu filho e saiu. 2 Reis 4:8-37.
A sunamita era uma mulher generosa e de bom coração. Observadora, viu que Eliseu era um homem de Deus. Importou-se em fazer-lhe o bem, construindo para ele um pequeno quarto. E, por conta de suas boas obras, agradecido, o profeta entendeu que deveria fazer alguma coisa por ela. Mas ela não manifestou interesse por nada. E então, em conversa com seu servo Geazi, Eliseu descobriu que a sunamita não possuía filhos e profetizou que ela abraçaria um filho após o transcurso de um tempo determinado. E em resposta à promessa, aquela mulher creu na palavra do profeta, fazendo apenas uma observação: “não mintas à tua serva”. E assim, tudo aconteceu conforme dito por Eliseu. E o menino nasceu e foi crescendo, até que um dia, sentindo fortes dores de cabeça, veio a falecer no colo de sua mãe. E então a mulher manda que o menino seja colocado no quarto do profeta e parte ao encontro do mesmo com bastante tranquilidade e equilíbrio. Ela acreditava que as palavras que ela dissera a Eliseu e as que ele dissera para ela eram muito fortes e que aquela linda história não poderia se acabar daquele jeito.
A mulher sunamita que entrou na história de vida do profeta Eliseu, não discute a inexequibilidade da morte do filho profético que tivera. Ela discute as palavras ditas entre Eliseu e ela e vice-versa. Ela era uma mulher satisfeita com sua vida antes de ter o filho prometido. O profeta queria que ela fosse ainda mais feliz. E essa seria, de certa forma, a missão daquele menino. Mas sua existência fora muito curta. Mal chegara em sua vida e ela já o perdera para a morte. E isso, ao contrário de deixá-la mais feliz, apenas trazia a tristeza para a sua vida que, até aquele menino chegar, não era triste. E assim, se o menino que era para fazê-la feliz, contrario senso, a fazia entristecer-se, ela entendia que, com isso, havia sido enganada pelo profeta, caso o menino continuasse morto. Mas ela acreditava que, de alguma forma, o profeta faria seu filho reviver. E por isso, em dois momentos dessa história ela demonstra piamente a sua fé na palavra dita. Primeiro, quando seu marido a questiona sobre sua viagem ao encontro do profeta e ela lhe diz que “tudo vai bem”. E segundo, quando Geazi, indo ao seu encontro por ordem de Eliseu, pergunta-lhe: Vai bem contigo? Vai bem com teu marido? Vai bem com teu filho? E ela disse: Vai bem.
O menino estava morto, mas ela acredita que tudo iria acabar bem e, por isso diz: tudo vai bem.
Eu gostaria de acreditar na vida eterna, da mesma forma que a mulher sunamita da história do profeta Eliseu acreditava. Às vezes eu penso que nossa fé é muito frágil, principalmente quando nos desesperamos diante da morte e de algumas situações mais difíceis, como nas enfermidades, por exemplo. Jesus disse certa vez: Tende fé em Deus; porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito. Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis. Marcos 11:22-24.
É de enfatizar tais palavras. Se acreditarmos naquilo que dissermos, então se fará conforme a nossa palavra. Esse é o poder e a importância de refletirmos sobre o que vamos falar, porque as nossas palavras poderão se tornar realidades.
É importante que mantenhamos o controle de nossa mente e de nossa língua, para que não falemos o que não seja desejado por nós, o que não seja conveniente, o que não seja justo, o que não seja bom. Que nossa língua seja um canal de bênçãos para nós e para aqueles que nos cercam, Vejamos o que diz Tiago a respeito desse assunto...
Todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo. Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo. Vede também as naus que, sendo tão grandes, e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa. Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno. Porque toda a natureza, tanto de bestas feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana; Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim. Tiago 3:2-10.
É costume ouvir as pessoas responderem à pergunta se “tudo vai bem?” dizendo que sim, que tudo vai bem, mas acrescentando: devemos dizer que está tudo bem para ver se melhora. Ora, meus queridos, não é isso! Não temos que mentir dizendo que está bem, quando sentimos que não está. A verdade deve ser dita sempre. O que precisamos é de fé na palavra que dissermos.
A sunamita cria que as palavras do profeta Eliseu eram palavras de vida, de alegria e de felicidade e é isso que ela cobra do profeta. Também devemos acreditar no poder das palavras que dissermos. Devo dizer que tudo vai bem, porque eu acredito que realmente tudo está encaminhado para acabar bem, mesmo que por um breve momento não pareça assim. Não devo duvidar. Devo crer, crer e crer. E a palavra se cumprirá. Jesus disse a um pai de família que tinha um filho endemoniado e que lhe pedia para libertá-lo: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê. E logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade. Marcos 9:23-24.
É desse tipo de atitude que nós precisamos todos os dias. Oremos ao Senhor pedindo para nos ajudar em nossa incredulidade, para que possamos crer nas possibilidades reais de cada palavra pronunciada por nós. E assim, quando começarmos o dia, desejemos um bom dia às pessoas com  toda a nossa fé de que realmente será um bom dia. Abençoemos o nosso dia e o dia dos outros. Bom dia, meu amigo. Bom dia, irmão!
Comecemos o dia com alegria, com um sorriso e com muita fé no coração. Acreditemos que teremos um grande dia. Pensemos positivamente. Podemos estar sentindo mal, sentindo dores, sentindo cansaço, sentindo tristezas, nos sentindo ruins, mas, mesmo assim, devemos acreditar que isso poderá ser invertido. Então, ao invés de ficarmos lamentando, vamos nos esforçar para que essa inversão de prognósticos aconteça e tudo termine bem em nosso favor. Se for esse o nosso pensamento quando dissermos que tudo está bem, então não é mentira, mas uma possibilidade na qual devemos nos apegar. Digamos palavras fortes do tipo: eu vou conseguir, nós vamos conseguir. Eu vou ficar curado. Eu vou ter sucesso. Meus negócios vão prosperar. Eu vou ser curado das minhas enfermidades. Hoje será o meu dia de vitória. Quanto mais eu me pronunciar afirmativamente bem, mais possibilidades eu tenho de crer que tudo acontecerá como estou dizendo.
A primeira pessoa a ser convencida da minha fé sou eu. Se nem eu mesmo acreditar em mim, então não sirvo para transmitir o bem a outras pessoas. Senhor! Ajuda a minha incredulidade. Marcos 9:23-24.
Eu sei que estou conclamando os meus queridos para uma tarefa muito grande, que é a de controlarmos as nossas línguas... Eu sei que eu ainda não consigo controlar a minha, mas eu quero controlar. E eu devo me esforçar nesse sentido e vou me esforçar. Eu vou conseguir. E vocês, irmãos? Façam suas escolhas, tomem suas decisões. Três coisas são necessárias que uma missão seja executada com sucesso: a primeira, eu preciso ter consciência do que eu quero; a segunda, eu preciso partir para a ação, me esforçando para tornar aquilo que eu quero, uma realidade; e, a terceira: eu devo persistir, devo ter disciplina e não esmorecer nunca.
A vitória pode ser tardia, mas ela virá, se eu acreditar e lutar com fervor e firmeza para que ela venha. Essa é a mensagem. E a oração é: Senhor! Ajuda a minha incredulidade. Marcos 9:23-24.
Amém!