quinta-feira, 20 de março de 2025

Vivendo em Harmonia Cristã

 

Vivendo em Harmonia Cristã



Prof. Izaias Resplandes



Introdução: Amados irmãos e irmãs, a paz do Senhor esteja com todos vocês. Hoje, vamos refletir sobre um tema que frequentemente afeta nossos relacionamentos: o incômodo com as ações ou inações dos outros. Vamos explorar como podemos responder a isso à luz da Palavra de Deus, buscando sempre viver em harmonia e amor fraternal.

1. Entendendo a Natureza do Amor Cristão

Texto Base: 1 Coríntios 13:4-7

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O apóstolo Paulo nos oferece uma descrição profunda e abrangente do amor em 1 Coríntios 13. Este capítulo é muitas vezes chamado de "Hino ao Amor", e por uma boa razão. Ele define o amor cristão de forma clara e prática, desafiando-nos a refletir essa essência em nossa vida diária.

Amor Paciente e Benigno

  • Pacientes nas Falhas dos Outros:

    • A paciência, no contexto bíblico, não é apenas uma espera passiva, mas uma capacidade ativa de suportar os erros e defeitos dos outros sem ceder à irritação.

    • Pensemos em como Deus é paciente conosco. Ele nos espera, nos dá tempo para crescer e aprender. Assim também devemos ser com os que estão ao nosso redor.

    • Exemplo Prático: Se alguém no trabalho ou na igreja falha repetidamente em uma tarefa, em vez de se irritar ou criticar, ofereça ajuda e incentivo. Pergunte-se: Como posso apoiar essa pessoa a melhorar?

  • Benignidade em Ação:

    • Ser benigno é ser gentil e bondoso, mesmo quando enfrentamos oposição ou ingratidão.

    • Jesus é nosso supremo exemplo de benignidade. Ele curou, alimentou e acolheu sem esperar nada em troca.

    • Exemplo Prático: Quando alguém nos trata mal, em vez de responder com raiva, podemos responder com uma atitude gentil. Isso não significa ser passivo, mas escolher uma resposta que reflete o caráter de Cristo.

Não Procura Seus Próprios Interesses

  • Altruísmo Cristão:

    • O amor cristão nos chama a olhar além de nós mesmos. Em Filipenses 2:4, Paulo nos lembra de não olhar somente para o que é nosso, mas também para o que é dos outros.

    • Este amor altruísta é um reflexo do maior mandamento: amar a Deus acima de tudo e amar o próximo como a nós mesmos (Mateus 22:37-39).

    • Exemplo Prático: Em um conflito familiar, ao invés de insistir em nosso ponto de vista ou necessidade, podemos ouvir ativamente a outra parte e buscar uma solução que beneficie todos os envolvidos.

Aplicação Prática: Reflexão e Ação

  • Questionamento Pessoal:

    • Devemos nos perguntar: "Estou realmente amando como Cristo ama?" "Minhas ações refletem paciência e benignidade?" "Estou buscando o bem dos outros ou apenas o meu?"

    • Essas perguntas nos ajudam a realinhar nosso comportamento com o amor descrito por Paulo.

  • Ação Prática:

    • Identifique uma área em sua vida onde você pode demonstrar mais paciência e benignidade. Talvez seja um relacionamento que precisa de mais compreensão ou uma situação que requer mais generosidade.

    • Comprometa-se a fazer pelo menos uma ação concreta nesta semana que demonstre amor altruísta. Pode ser um gesto de bondade para um vizinho, ou simplesmente prestar atenção plena a alguém que precisa ser ouvido.

Conclusão do Ponto:

O amor cristão, como descrito por Paulo, é um chamado à ação. Não é apenas um sentimento, mas uma série de decisões diárias que refletem o caráter de Cristo. Que possamos, a cada dia, nos esforçar para viver este amor de maneira plena e transformadora. Amém.



2. A Humildade de Cristo como Exemplo

Texto Base: Filipenses 2:3-5

Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,

O apóstolo Paulo, em sua carta aos Filipenses, apresenta uma das descrições mais poderosas da humildade de Cristo. Ele nos convoca a seguir o exemplo de Jesus, que, mesmo sendo Deus, escolheu se humilhar para servir e salvar a humanidade.

Humildade e Consideração

  • Cristo como Modelo de Humildade:

    • Jesus, sendo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo a que devia se apegar. Em vez disso, Ele esvaziou-se, tomando a forma de servo (Filipenses 2:6-7).

    • Esta humildade não é um sinal de fraqueza, mas de força e amor incondicional. Jesus nos mostra que o verdadeiro poder reside em servir e não em ser servido.

  • Considerando os Outros Superiores:

    • Paulo nos desafia a considerar os outros como superiores a nós mesmos. Isso não significa nos rebaixarmos, mas elevarmos os outros em honra e respeito.

    • Essa atitude transforma nossos relacionamentos, pois ao valorizar os outros, cultivamos um ambiente de respeito mútuo e cooperação.

  • Exemplo Prático:

    • Em um ambiente de trabalho, isso pode significar dar crédito aos colegas por seus esforços e trabalhar em equipe sem buscar reconhecimento pessoal.

    • Em casa, pode significar ouvir atentamente as necessidades da família e responder com amor, mesmo quando isso exige sacrifício pessoal.

Interesses dos Outros

  • Altruísmo Intencional:

    • Paulo nos exorta a não olhar apenas para nossos próprios interesses, mas também para os dos outros. Este é um chamado ao altruísmo intencional, onde buscamos ativamente o bem-estar dos que nos rodeiam.

    • Ao fazer isso, criamos um ambiente de amor e respeito mútuo, onde todos se sentem valorizados e cuidados.

  • Construindo Comunidade:

    • A busca pelos interesses dos outros constrói uma comunidade forte e unida. Quando cada membro se preocupa genuinamente com o bem-estar do outro, a comunidade como um todo prospera.

    • Exemplo Prático: Em um grupo de amigos ou na igreja, isso pode significar oferecer ajuda a alguém em necessidade ou simplesmente estar presente para apoiar emocionalmente aqueles que estão passando por dificuldades.

Aplicação Prática: Reflexão e Ação

  • Reflexão Pessoal:

    • Quando nos sentimos incomodados pelas ações dos outros, devemos refletir sobre nossa reação. Estamos reagindo com humildade? Estamos considerando os sentimentos e necessidades dos outros?

    • Devemos sempre nos perguntar: “Como posso demonstrar a humildade de Cristo nesta situação?”

  • Ação Prática:

    • Identifique uma área em sua vida onde você pode praticar mais humildade. Talvez seja em um relacionamento onde você pode ser mais paciente e compreensivo.

    • Comprometa-se a realizar um ato de altruísmo intencional nesta semana. Pode ser oferecer ajuda a um colega, ouvir alguém que precisa desabafar, ou simplesmente fazer algo gentil sem esperar nada em troca.

Conclusão do Ponto:

A humildade de Cristo não é apenas um ideal a ser admirado, mas um chamado a ser seguido. Ao seguirmos Seu exemplo, transformamos não apenas nossas vidas, mas também as vidas daqueles ao nosso redor. Que possamos, a cada dia, buscar viver com a humildade e o amor de Cristo, refletindo Sua graça em tudo o que fazemos. Amém.



3. Promovendo a Paz e a Unidade

Texto Base: Romanos 14:19

Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.

O apóstolo Paulo nos chama a seguir as coisas que contribuem para a paz e a edificação mútua. Em um mundo frequentemente marcado por divisões e conflitos, somos convocados, como seguidores de Cristo, a sermos agentes de paz e unidade.

Buscar a Paz

  • Pacificadores em Ação:

    • Jesus nos ensina em Mateus 5:9: “bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.” Ser pacificador não é apenas evitar conflitos, mas ativamente promover a reconciliação e a harmonia.

    • Isso envolve lidar com incômodos e conflitos de maneira construtiva. Em vez de fomentar discórdias, buscamos encontrar soluções que tragam paz e entendimento.

  • Reconciliando Relacionamentos:

    • A reconciliação é um tema central no Evangelho. Deus, em Cristo, reconciliou-nos consigo mesmo, e agora somos chamados a ser ministros da reconciliação (2 Coríntios 5:18-19). E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação.

    • Exemplo Prático: Se houver um desentendimento com um colega ou membro da família, tome a iniciativa de buscar o diálogo. Escute ativamente, peça perdão se necessário, e trabalhe juntos para restaurar a paz.

Edificação Mútua

  • Construindo em Amor:

    • Paulo nos exorta a edificar uns aos outros. Isso significa usar nossas palavras e ações para encorajar, fortalecer e apoiar os outros na fé.

    • Ao invés de criticar ou impor nossa vontade, devemos buscar maneiras de elevar os outros, reconhecendo suas contribuições e incentivando seu crescimento espiritual.

  • Fortalecendo a Comunidade:

    • Quando cada membro da comunidade se empenha em edificar os outros, criamos um ambiente onde todos podem prosperar espiritualmente. Isso não apenas fortalece a igreja, mas também glorifica a Deus através da unidade e do amor.

    • Exemplo Prático: Em um grupo de estudo bíblico, isso pode significar compartilhar palavras de encorajamento ou testemunhos que edificam a fé dos outros participantes.

Aplicação Prática: Reflexão e Ação

  • Reflexão Pessoal:

    • Antes de expressar qualquer incômodo, devemos nos perguntar: "Isso edifica meu irmão ou irmã? Contribui para a paz?" Essa reflexão nos ajuda a filtrar nossas palavras e ações, garantindo que elas sejam construtivas e não destrutivas.

  • Ação Prática:

    • Identifique um relacionamento ou situação em sua vida onde você pode promover a paz. Talvez haja um conflito não resolvido ou alguém que precise de encorajamento.

    • Comprometa-se a realizar um ato de edificação nesta semana. Pode ser enviar uma mensagem de encorajamento, oferecer ajuda prática, ou simplesmente estar presente para alguém que precisa.

Conclusão do Ponto:

Promover a paz e a unidade é um chamado essencial para todos os cristãos. Ao seguirmos as coisas que contribuem para a paz e a edificação mútua, não apenas transformamos nossos relacionamentos, mas também refletimos o amor e a graça de Deus ao mundo. Que possamos, a cada dia, buscar ser pacificadores e edificadores, glorificando a Deus através de nossas ações. Amém.

Conclusão Final

Amados irmãos e irmãs, ao meditarmos sobre essas passagens, somos profundamente desafiados a viver de maneira que reflete o amor, a humildade e a paz ensinados por Cristo. Cada um de nós é chamado a ser uma expressão viva do amor de Deus, que é paciente e benigno, que não busca os próprios interesses, mas se deleita no bem-estar do próximo.

Ao seguirmos o exemplo de Cristo em humildade, considerando os outros superiores a nós mesmos, promovemos um ambiente onde a paz e a edificação mútua florescem. Este é o testemunho que o mundo precisa ver: uma comunidade unida, forte em amor e generosidade, que não se deixa abater por divisões, mas que se ergue em harmonia e propósito comum.

Que possamos, a cada dia, nos comprometer a viver esses princípios de maneira prática, transformando assim nossos relacionamentos e impactando positivamente aqueles ao nosso redor. Que nosso amor seja um reflexo do amor de Cristo, nossa humildade uma sombra de Sua grandeza, e nossa busca pela paz um testemunho de Sua reconciliação.

Oração Final

Senhor amado, agradecemos por Tua Palavra que é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho. Pedimos que nos capacites a amar como Tu amas, a viver com a humildade que Cristo exemplificou, e a buscar a paz em todos os nossos relacionamentos. Que possamos ser agentes de transformação em nossas famílias, igrejas e comunidades, sendo luz em um mundo que tanto precisa de Ti. Que nossas vidas glorifiquem Teu santo nome em tudo o que fazemos. Em nome de Jesus, nosso Senhor e Salvador, amém.



segunda-feira, 17 de março de 2025

Azeitonas com Caroço: Desafios e Virtudes da Vida Cristã

 Azeitonas com Caroço: Desafios e Virtudes da Vida Cristã


Izaias Resplandes



Introdução. Amados irmãos, que a paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo habite em vossos corações. O tema desta reflexão, à primeira vista, pode parecer mundano: "azeitona com caroço". Mas, como veremos, essa metáfora nos leva a profundas verdades bíblicas sobre os desafios e virtudes da vida cristã.


I - A Paz em Meio aos Desafios: Suportando a "Azeitona com Caroço"


A jornada da fé não é uma estrada plana e sem obstáculos. Assim como a vida nos apresenta desafios diários, nossa caminhada com Cristo também nos confronta com situações que testam nossa paciência, sabedoria e, acima de tudo, nosso amor. Vamos refletir sobre como podemos encontrar a paz em meio a esses desafios, aprendendo a suportar as pequenas "azeitonas com caroço" que surgem em nosso caminho.


1 - A "Azeitona com Caroço": Uma Metáfora para os Desafios


A metáfora da "azeitona com caroço" nos ajuda a visualizar os pequenos incômodos e desafios que encontramos em nosso dia a dia. São aquelas situações que nos tiram do sério, que testam nossa paciência e que, muitas vezes, nos levam a agir de forma impensada.

 * Exemplos práticos:

   * Um colega de trabalho que nos irrita com seus comentários constantes.

   * Um familiar que nos magoa com suas palavras ou atitudes.

   * Um vizinho que nos incomoda com barulhos excessivos.

   * As tribulações que a vida nos fornece.

Essas "azeitonas com caroço" podem parecer pequenas e insignificantes, mas, se não aprendermos a lidar com elas, podem se tornar grandes obstáculos em nossa jornada de fé.


2 - O Chamado à Paz - Romanos 12:18: 

"Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens."

A Bíblia nos exorta a buscar a paz, mesmo quando isso implica em suportar pequenos incômodos. Paulo nos ensina que a paz não é apenas a ausência de conflito, mas sim um estado de espírito que nos permite lidar com os desafios da vida de forma equilibrada e amorosa.


2.1 - Como Encontrar a Paz em Meio aos Desafios:

 * Cultivar a paciência: A paciência é uma virtude essencial para suportar as "azeitonas com caroço" da vida. Devemos lembrar que nem sempre as pessoas agirão da forma como esperamos, e que nem sempre as situações serão perfeitas.

 * Exercitar o amor: O amor é a chave para superar os desafios da vida. Quando amamos, somos capazes de perdoar, de compreender e de suportar os pequenos incômodos que surgem em nosso caminho.

 * Buscar a sabedoria: A sabedoria nos ajuda a discernir quais "azeitonas com caroço" devemos suportar e quais devemos enfrentar. Nem sempre é fácil tomar essa decisão, mas a sabedoria de Deus nos guiará.

 * Manter a fé: A fé nos fortalece nos momentos de dificuldade. Devemos lembrar que Deus está sempre conosco, e que Ele nos dará a força para superar qualquer desafio.

 * Praticar o perdão: O perdão liberta tanto quem perdoa quanto quem é perdoado. Guardar rancor e mágoa só nos impede de seguir em frente e de viver a paz que Deus nos oferece.

 * Buscar a Deus em oração: Através da oração, encontramos força para lidar com as adversidades e paciência para superá-las.

 * Meditar nas escrituras: A palavra de Deus nos guia e nos dá força para enfrentar os desafios da vida.



II. O Exemplo de Cristo: O Maior Sacrifício


O ápice do amor e da entrega é o sacrifício de Jesus Cristo. Em um mundo onde frequentemente nos deparamos com pequenas adversidades, é crucial distinguirmos entre os danos superficiais e aqueles que ameaçam nossa fé e integridade. E, no cerne dessa distinção, encontramos o exemplo supremo de Cristo, que suportou o maior dos danos: a morte na cruz.


1 - A Magnitude do Sacrifício:

   * Jesus, o Filho de Deus, voluntariamente se entregou para carregar o peso dos nossos pecados. Em Isaías 53:5, somos lembrados: "Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados."

   * Este versículo nos revela a profundidade do sofrimento de Cristo. Ele foi ferido, moído e castigado para que pudéssemos receber a paz e a cura.

   * Este sacrifício é muito mais que uma simples doação; é o auge do amor de Deus pela humanidade.


2 - O Amor Ágape em Ação:

   * O sacrifício de Cristo é a personificação do amor ágape, um amor incondicional e sacrificial. Ele nos amou a ponto de se entregar por nós, mesmo quando não merecíamos.

   * Esse amor nos ensina que o verdadeiro amor implica em sofrer pelo bem do próximo. Não se trata de buscar o próprio benefício, mas de colocar as necessidades dos outros acima das nossas.

   * O exemplo de Jesus nos encoraja a amar dessa forma, a perdoar, a ter misericórdia, e a servir aos outros com humildade.


3 - Implicações para a Nossa Vida:

   * O sacrifício de Cristo nos convida a uma profunda reflexão sobre nossas próprias vidas. Estamos dispostos a sacrificar algo por aqueles que amamos? Estamos dispostos a suportar danos por amor a Deus?

   * Em nossas jornadas diárias, somos chamados a seguir o exemplo de Cristo, a amar sem reservas e a perdoar sem limites.

   * Devemos lembrar que nossos sofrimentos, quando comparados ao de Cristo, são pequenos. Isso deve nos dar força para continuarmos servindo a Deus.

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III - O Perigo da "Lei de Gérson" e o Egoísmo


Permeia em nossa sociedade o perigo da chamada "Lei de Gérson" e o egoísmo que ela fomenta. Em um mundo onde a busca por vantagens pessoais parece ser a regra, o Evangelho nos convida a trilhar um caminho diferente, um caminho de humildade e serviço ao próximo.


1 - A "Lei de Gérson" e seus Frutos:

   * A "Lei de Gérson", enraizada em nossa cultura, nos incita a "levar vantagem em tudo". Essa mentalidade egoísta nos leva a priorizar nossos próprios interesses, muitas vezes em detrimento do bem-estar dos outros.

   * Tal atitude gera um ciclo vicioso de individualismo, onde a competição desenfreada e a busca por poder obscurecem os valores da solidariedade e da compaixão.


2 - O Contraponto do Evangelho:

   * Em Filipenses 2:3-4, somos confrontados com a sabedoria divina: "Nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para os seus interesses, mas cada um também para os interesses dos outros."

   * Essas palavras nos exortam a cultivar a humildade, a valorizar o próximo e a colocar os interesses alheios em primeiro lugar. O Evangelho nos convida a romper com a lógica egoísta da "Lei de Gérson" e a abraçar a cultura do serviço e do amor sacrificial.


3 -  A "Azeitona com Caroço" e o Sacrifício:

   * A metáfora da "azeitona com caroço" ilustra a necessidade de, por vezes, renunciarmos aos nossos próprios desejos em prol da paz e da unidade.

   * Assim como Jesus renunciou à sua própria vontade para cumprir o propósito do Pai, somos chamados a abrir mão de nossos interesses egoístas em nome do bem comum.

   * Essa renúncia não é sinônimo de fraqueza, mas sim de força e maturidade espiritual. Ela demonstra nossa disposição em priorizar o Reino de Deus e a construção de uma sociedade mais justa e fraterna.






IV - A Importância da União e da Compreensão


Um tema central para a vida em comunidade é a importância da união e da compreensão. Em um mundo marcado por divisões e conflitos, a Palavra de Deus nos convida a cultivar a harmonia e a solidariedade entre os irmãos.


1 -  A Beleza da União:

   * O Salmo 133:1 nos declara: "Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos habitem em união!". Essa passagem nos revela a alegria e a bênção que emanam da comunhão fraterna.

   * A união entre os irmãos é um reflexo do amor de Cristo em nós, um testemunho poderoso do Evangelho que transforma vidas e une corações.

 *Quando nos unimos em amor e propósito, experimentamos a plenitude da presença de Deus e nos tornamos canais de bênçãos para o mundo.


2 - Os Desafios da União:

   * A união não é algo automático, mas sim um fruto do Espírito Santo que exige nosso esforço e dedicação.

   * A diversidade de opiniões, personalidades e experiências pode gerar conflitos e desentendimentos.

   * Para superar esses desafios, precisamos cultivar o diálogo aberto, o respeito mútuo e a disposição para ceder.


3 -  A Compreensão como Base da União:

   * A compreensão é a chave para construir relacionamentos saudáveis e duradouros.

   * Ela nos permite enxergar além das diferenças, reconhecer a humanidade do outro e praticar a empatia.

   * Quando nos esforçamos para compreender as necessidades, os sentimentos e as perspectivas dos nossos irmãos, criamos um ambiente de confiança e acolhimento.


4 - A União em Ação:

   * A união não se limita aos momentos de culto, mas se manifesta em todas as áreas da nossa vida.

   * Ela se expressa no apoio mútuo, na partilha de recursos, no serviço ao próximo e na busca por soluções conjuntas para os desafios da comunidade.

   * Quando nos unimos em ação, demonstramos ao mundo que o amor de Cristo é mais forte do que qualquer barreira.



V - O Perigo dos Fardos Pesados e do Legalismo


Jesus faz um alerta crucial contra o peso dos fardos religiosos e a armadilha do legalismo. Em um mundo onde a fé pode ser distorcida por regras e exigências humanas, precisamos estar atentos para não nos afastarmos da leveza do Evangelho.


1 - O Alerta de Jesus:

   * Em Mateus 23:4, Jesus denuncia a hipocrisia dos líderes religiosos de sua época: "Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los".

   * Essas palavras nos revelam o perigo de uma fé que se concentra em obrigações externas, em detrimento da verdadeira transformação interior.

   * Jesus nos adverte sobre a prática de impor aos outros fardos que nem mesmo aqueles que os impõem são capazes de carregar.


2 -  A Armadilha do Legalismo:

   * O legalismo é uma distorção da fé que se baseia em regras e regulamentos humanos, muitas vezes desvinculados do amor e da graça de Deus.

   * Ele nos leva a buscar a aprovação divina através de obras e rituais, em vez de confiarmos na obra redentora de Cristo.

   * O legalismo sufoca a liberdade do Espírito Santo, gera culpa e ansiedade, e nos afasta da alegria da salvação.


3 -  Os Fardos Pesados:

   * Os fardos pesados a que Jesus se refere podem assumir diversas formas: exigências excessivas, tradições opressoras, julgamentos implacáveis e manipulação emocional.

   * Esses fardos nos sobrecarregam, nos impedem de experimentar a verdadeira liberdade em Cristo e nos afastam do propósito de servir a Deus com alegria e gratidão.

   * É importante ter discernimento para identificar e rejeitar esses fardos, buscando sempre a leveza do jugo de Cristo.


4 -  A Leveza do Evangelho:

   * Jesus nos convida a trocar os fardos pesados do legalismo pela leveza do Seu jugo (Mateus 11:28-30).

   * O Evangelho nos oferece a graça, o perdão e a liberdade que encontramos em Cristo.

   * Ele nos chama a uma fé que se expressa em amor, serviço e relacionamento com Deus, em vez de regras e obrigações.



VI - A Fé Racional e o Discernimento


Em um mundo onde somos bombardeados por informações e doutrinas diversas, é crucial que nossa fé seja alicerçada na verdade da Palavra de Deus, e não em meras emoções ou tradições humanas.


1 -  A Fé Racional:

   * A vida cristã não se baseia em um salto cego no escuro, mas em uma fé racional, fundamentada no conhecimento e na compreensão da Palavra de Deus.

   * O apóstolo Paulo nos exorta em 1 Tessalonicenses 5:21: "Examinai tudo. Retende o bem". Essa passagem nos convida a analisar cuidadosamente as doutrinas e ensinamentos que encontramos, à luz das Escrituras.

   * A fé racional nos permite discernir entre a verdade e o erro, a luz e as trevas, o que edifica e o que destrói.


2 -  O Discernimento Espiritual:

   * O discernimento espiritual é a capacidade de distinguir entre o certo e o errado, o verdadeiro e o falso, o bom e o mau.

   * Ele é um dom do Espírito Santo que nos capacita a compreender os mistérios de Deus e a aplicar a Sua Palavra em nossa vida diária.

   * O discernimento nos protege de sermos enganados por falsos profetas e doutrinas heréticas, e nos guia no caminho da verdade e da justiça.


3 -  A Busca pelo Conhecimento da Verdade:

   * Para que nossa fé seja sólida e inabalável, precisamos buscar o conhecimento da verdade, dedicando tempo à leitura e ao estudo da Bíblia.

   * Devemos orar por sabedoria e discernimento, pedindo a Deus que nos revele a Sua vontade e nos guie em Seus caminhos.

   * A busca pela verdade nos leva a um relacionamento mais profundo com Deus, à medida que conhecemos o Seu caráter e Seus propósitos.


4 - A Aplicação da Verdade na Vida Prática:

   * A fé racional e o discernimento não se limitam ao conhecimento teórico, mas se manifestam em nossa vida prática.

   * Devemos aplicar os princípios bíblicos em nossas decisões, relacionamentos e ações, buscando sempre agradar a Deus e testemunhar do Seu amor.

   * A fé racional nos capacita a viver de forma íntegra e coerente, refletindo a imagem de Cristo em tudo o que fazemos.



VII - O Crescimento na Graça e no Conhecimento


Em um mundo em constante mudança, nossa fé precisa ser dinâmica e crescente, alicerçada na rocha da Palavra de Deus e impulsionada pela ação do Espírito Santo.


1 -  O Chamado ao Crescimento:

   * Em 2 Pedro 3:18, somos exortados: "Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém."

   * Esse versículo nos revela que o crescimento espiritual não é opcional, mas um mandamento divino.

   * Deus deseja que avancemos em nossa fé, aprofundando nosso relacionamento com Ele e conhecendo cada vez mais a Sua vontade.


2 - Crescendo na Graça:

   * Crescer na graça significa experimentar a cada dia a bondade, a misericórdia e o amor incondicional de Deus.

   * É reconhecer que somos totalmente dependentes da graça divina para nossa salvação e para cada passo de nossa jornada.

   * A graça nos capacita a superar nossos pecados, a vencer nossas fraquezas e a viver uma vida que agrada a Deus.


3 - Crescendo no Conhecimento:

   A) Crescer no conhecimento de Jesus Cristo implica em dedicar tempo à leitura e ao estudo da Bíblia, a meditar em Seus ensinamentos e a buscar a revelação do Espírito Santo.

   * É conhecer o caráter de Deus, Seus propósitos e Seus planos para nossa vida. O conhecimento da verdade nos liberta do engano, nos fortalece na fé e nos capacita a testemunhar do Evangelho.

 B) A Busca por um Relacionamento Profundo com Deus:

   * O crescimento na graça e no conhecimento não é um fim em si mesmo, mas um meio de aprofundar nosso relacionamento com Deus.

   * É buscar a intimidade com o Pai, a comunhão com o Filho e a direção do Espírito Santo.

   * Quando nos aproximamos de Deus, somos transformados à Sua imagem, refletindo o Seu amor e a Sua glória.



Conclusão


A Paz e a Verdade Caminham Juntas

Meus amados irmãos, que esta mensagem nos inspire a buscar a paz e a união, sem que precisemos abrir mão da verdade e da justiça. Que possamos ser como azeitonas sem caroço, saborosas e nutritivas, para a glória de Deus.


Considerações Finais

 * A busca pela paz não significa abrir mão da verdade.

 * O amor exige sacrifício, mas também discernimento.

 * A união exige diálogo, respeito e disposição para ceder.

 * A fé deve ser fundamentada na Palavra de Deus e no discernimento.

 * O crescimento na graça e no conhecimento é um processo contínuo.

Que a paz do Senhor Jesus Cristo esteja convosco.


quinta-feira, 1 de agosto de 2024

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Relatório dos Missionários de Joab e Carleandia em Ipixuna AM

Relatório dos Missionários  de Joab e Carleandia em Ipixuna AM

Louvamos a Deus por sua graça sobre nós  aqui nesta cidade. Apesar de ser uma cidade meio que isolada do restante do Amazonas, mas Deus tem  suprido todas as nossas necessidades pessoais e também de toda obra espiritual; e por esse motivo estamos felizes e agradecidos ao Senhor pela sua fidelidade e graça para conosco.


Registro das reuniões de evangelização nos lares. Aqui em Ipixuna, o povo dão  uma boa receptividade para o Evangelho.





Atualmente a igreja está composta por 7 membros batizados.


Este adolescente de 15 anos, Calebe Lima é nosso sobrinho,  ele foi convertido na primeira vez que visitei Ipixuna,  em 2015, em uma classe de crianças que realizamos pelo tempo que passamos neste lugar. Hoje, já está nos ajudando no trabalho.


Família do irmão Calebe. Seus pais são de origem Batista,  os quais estão conosco.

Todos os sábados,  continuamos realizando o  trabalho com as crianças e Deus tem suprido em tudo.


Agradecemos a todos  os irmãos que têm colaborado  diretamente para esta obra, a todas as Igrejas que estão colaborando conosco através da UMNT e todos os irmãos que intercedem por nós, nossa gratidão.  Que o Senhor retribua a todos com ricas bênçãos em Cristo. 

Abraço a todos.